domingo, 23 de maio de 2010

fotos Cafe com prosa realizado em sala de aula dia 21maio2010 , 2° período de Serviço Social e professores convidados. Tema : Cotas nas universidades








O Assunto conversado foi de grande enriquecimento e mecanismo de transformação social para todos. Cotas nas Universidades Publicas para negros, índios , pardos e estudantes de escola publica. Um tema de grande relevancia e que deve ser estudado e discutido por seus diversos angulos.
Edy

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Bela musica interpretada por Seu Jorge, Composição: Guará/Fernandinho- Problema social

Se eu pudesse eu dava um toque em meu destino
Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão
Nem o bom menino que vendeu limão
Trabalhou na feira pra comprar seu pão
Não aprendia as maldades que essa vida tem mataria
a minha fome sem ter que roubar ninguem
Juro que nem conhecia a famosa funabem
Onde foi a minha morada desde os tempos de neném
É ruim acordar de madrugada pra vender bala no trem
Se eu pudesse eu tocava em meu destino
Hoje eu seria alguem
Seria um intelectual
Mas como não tive chance de ter estudado em colégio legal Muitos me chama de pivete
Mas poucos me deram um apoio moral
Se eu pudesse eu não seria um problema social
CLIPE :
http://www.youtube.com/watch?v=SatVnfhvNvo

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Fico feliz em conhecer raras musicas neste século que trazem um conteúdo relevante e de transformação. E interessante que a musica é interpretada por um artista do Pop. As belas musicas ficaram em sua maioria paradas nos anos 80.
Parabéns Seu Jorge , e Compositores: Guará / Fernandinho.
Edy

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Protesto de estudantes da Faculdade Pitágoras em Belo Horizonte causa prisão e alunos agredidos pela policia

Dois estudantes são detidos durante protesto em Belo Horizonte
Publicado em 18/05/2010
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/05/18/dois-estudantes-sao-detidos-durante-protesto-em-belo-horizonte-916611607.asp

Uma manifestação de estudantes de uma faculdade particular terminou em violência e dois universitários detidos, nessa segunda-feira à noite, em Belo Horizonte, em Minas Gerais. Os manifestantes fecharam uma das pistas da Avenida Raja Gabaglia, em frente à Faculdade Pitágoras, na região centro-sul da capital. O protesto foi contra o novo modelo de ensino que será implantado pela instituição a partir do segundo semestre.

De acordo com a polícia, a manifestação reuniu cerca de 500 pessoas. Imagens gravadas por celulares mostram o momento em que a polícia chega. Em seguida, bombas de gás foram lançadas. Os policiais também fizeram disparos com balas de borracha. Alguns estudantes reclamaram que foram agredidos por policiais.

Um grupo de policiais entrou no prédio da faculdade. O comando da Polícia Militar disse que precisou reagir às agressões dos manifestantes.

O protesto dos alunos continuou dentro da faculdade. Pela janela, eles jogaram papel picado e acionaram extintores de incêndio.

O tumulto durou aproximadamente uma hora e meia. Segundo a PM, dois manifestantes foram detidos por terem agredido policiais e danificado uma viatura.

O coronel Sandro Teatini disse que as denúncias feitas pelos alunos que teriam sido agredidos serão investigadas e levadas para a corregedoria da corporação.

Em nota, a Faculdade Pitágoras informou que as mudanças no ensino, alvo da manifestação dos estudantes, têm como objetivo a melhoria da qualidade dos serviços de educação. Sobre a confusão entre os alunos e a polícia, a instituição disse que se surpreendeu com os acontecimentos e que espera um posicionamento das autoridades.

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Lamentável que se tenha que chegar a este ponto em um ambiente Acadêmico. Mais uma vez fica provado que os donos da verdade são inflexíveis.
Edy

terça-feira, 18 de maio de 2010

Cartaz com beijo gay causa demissão em Faculdade



Publicada em 18/05/2010
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/05/18/cartaz-com-beijo-gay-causa-demissao-em-faculdade-de-minas-gerais-916611767.asp


Um cartaz que serviria para divulgar um seminário sobre inclusão social se transformou em polêmica numa faculdade particular de Muriaé, em Minas Gerais, por ter uma ilustração de duas mulheres se beijando. O caso provocou o cancelamento do evento e a demissão da coordenadora do curso de Serviço Social da faculdade.

Segundo os alunos do curso de Serviço Social da Faculdade de Minas (Faminas) teria exigido a retirada da ilustração do cartaz, que convida para debates sobre desigualdades e preconceito no III Congresso de Políticas Públicas - VII Semana de Serviço Social. Traz, também, imagens de negros, índios e portadores de deficiência física. O cartaz é semelhante à ilustração da capa da agenda do Conselho Nacional de Serviço Social.

- É um cartaz onde tem vários segmentos da sociedade brasileira que são excluídos. E a faculdade, mais que nunca, precisa contribuir para a defesa dos Direitos Humanos - disse o estudante de Serviço Social Vinicius Ventura.

A faculdade imprimiu o material de divulgação sem as imagens. A direção da Faminas afirmou que a ex-coordenadora do curso de Serviço Social sugeriu um cartaz que não teria sido aceito por não respeitar regras de layout já previstas pela instituição.

- A faculdade não tem nenhum preconceito. Nós apenas temos normas internas de divulgação e procuramos, dentro da parte interna de comunicação e de publicidade, estar divulgando aquilo que causasse impacto de leitura - afirmou o procurador da Faminas, Eduardo Goulart Gomes.

A ex-coordenadora do curso de Serviço Social da Faminas disse que preferiu cancelar o evento.

- Diante da recusa da instituição em autorizar a utilização dessa imagem, baseada no meu código de ética, nos princípios que constam no projeto ético-político que a profissão de Serviço Social tem, eu optei por cancelar o evento e informar aos alunos e aos palestrantes o motivo desse cancelamento - afirmou Viviane Pereira, ex-coordenadora do curso de Serviço Social da Faminas.

A representante do Conselho Regional de Serviço Social em Minas disse que a decisão da ex-coordenadora da Faminas está respaldada.

- Um dos nossos preceitos é a eliminação de toda forma de preconceito e o respeito à diversidade. Então ela (a ex-coordenadora) está respaldada pelo Código de Ética Profissional - afirmou a representante do Conselho Regional de Serviço Social Marina Castro

O Movimento Gay de Minas Gerais estuda denunciar a universidade ao Ministério da Educação.

- Apesar de permitir que o tema seja abordado intramuros, ela (a faculdade) não permite a associação da imagem à questão do combate à homofobia. Isso para nós é um contrassenso e nós vamos questionar isso - disse o presidente do Movimento Gay de Minas Gerais, Marco Trajano.

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Infelizmente muitas faculdades brasileiras ainda não estão preparadas para produzir conhecimento como observamos neste exemplo.
Edy

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Noticias , 2º periodo

No dia 17/05/2010 segunda feira tivemos as visitas do Cris do Morro (Idealizador do
Projeto Vozes do Morro www.vozesdomorro.mg.gov.br ) e Tom Nascimento (Artista em destaque na Edição do Vozes do Morro 2008 www.myspace.com/tomnascimento ) em sala de aula no trabalho de apresentação dos movimentos sociais de BH, o grupo responsavel convidou o idealizador do Projeto Vozes do Morro (Cris do Morro www.crisdomorro.com.br ) para apresentar este projeto de inclusão social que tem como base a cultura musical. Foi excelente a palestra de Cris do Morro e palinha do Tom Nascimento , com cds e dvds sorteados, e a interação.

Em breve fotos e videos postados.






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Meu conceito é que nao é necessário "ter" para "ser".
Edy bass

Uma critíca contudente ao Status quo, nem sempre a história é o que a elite ensina.

Palmares 1999
Natiruts

A cultura e o folclore são meus
Mas os livros foi você quem escreveu
Quem garante que palmares se entregou
Quem garante que Zumbi você matou
Perseguidos sem direitos nem escolas
Como podiam registrar as suas glórias
Nossa memória foi contada por vocês
E é julgada verdadeira como a própria lei
Por isso temos registrados em toda história
Uma mísera parte de nossas vitórias
É por isso que não temos sopa na colher
E sim anjinhos pra dizer que o lado mal é o candomblé
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A influência dos homens bons deixou a todos ver
Que omissão total ou não
Deixa os seus valores longe de você
Então despreza a flor zulu
Sonha em ser pop na zona sul
Por favor não entenda assim
Procure o seu valor ou será o seu fim
Por isso corre pelo mundo sem jamais se encontrar
Procura as vias do passado no espelho mas não vê
E apesar de ter criado o toque do agogô
Fica de fora dos cordões do carnaval de salvador
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
Meu conceito é que nao é necessário "ter" para "ser".
Edy bass

Uma critíca contudente ao Status quo, nem sempre a história é o que a elite ensina.

Palmares 1999
Natiruts

A cultura e o folclore são meus
Mas os livros foi você quem escreveu
Quem garante que palmares se entregou
Quem garante que Zumbi você matou
Perseguidos sem direitos nem escolas
Como podiam registrar as suas glórias
Nossa memória foi contada por vocês
E é julgada verdadeira como a própria lei
Por isso temos registrados em toda história
Uma mísera parte de nossas vitórias
É por isso que não temos sopa na colher
E sim anjinhos pra dizer que o lado mal é o candomblé
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A influência dos homens bons deixou a todos ver
Que omissão total ou não
Deixa os seus valores longe de você
Então despreza a flor zulu
Sonha em ser pop na zona sul
Por favor não entenda assim
Procure o seu valor ou será o seu fim
Por isso corre pelo mundo sem jamais se encontrar
Procura as vias do passado no espelho mas não vê
E apesar de ter criado o toque do agogô
Fica de fora dos cordões do carnaval de salvador
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não

Resumo livro : Capitalismo Global - Jeffry A. Frieden

Resumo – Capitalismo Global

O período que marcou a mudança para o capitalismo é introduzido em 1815 pela analise da queda dos franceses que tinham como base as Guerras Napoleônicas e suas vitórias como sua fortaleza , a intenção das forças reunidas de Grã-Bretanha, Prússia, Áustria, Rússia e Holanda que venceram os franceses era definir qual potência controlaria o mundo, a partir de então, no inicio do século XIX nasce a supremacia britânica e a monarquia absolutista e sua ordem econômica cai. Estabeleceu-se num período conhecido como 100 anos em que praticamente não ouve guerras,onde aconteceu a ordem dinástica mas com a sua base econômica em ruína. Este período foi marcado pelo fim das Guerras Napoleônicas, o inicio da Primeira Guerra Mundial e a mudança de relações entre monarcas e mercados.
Inicia-se um período que terá seu trajeto do mercantilismo ao livre comércio. O mercantilismo era um sistema de controle econômico por parte dos Estados soberanos da Europa que fortalecia a dominação da realeza, era o monopólio oficial por parte da realeza que já começava a se enfraquecer na época das Guerras Napoleônicas . As atividades eram reguladas pela força militar em favor da realeza, mas ainda assim o sistema mercantilista abriu portas para grande parte do mundo ao comércio. A Revolução Industrial Britânica considerava o mercantilismo danoso e queriam eliminar as barreiras comerciais existentes. Quando a Grã-Bretanha sendo a economia mais importante do mundo, descartou o mercantilismo , os países se depararam com outras opções. Segundo o autor em 1860 a França se juntou a Grã-Bretanha em um tratado comercial entre os dois países e assim conduziu o restante da Europa nesta direção. No decorrer do século XIX a atividade comercial na economia era sete a oito vezes maior do que no inicio do século.
Ouve desenvolvimento no transporte , e comunicações com avanço das tecnologias. A força dominante passou a ser o mercado e não mais o monarca, surge um novo capitalismo global. Impactos econômicos desiguais foram gerados em todo o mundo. Por exemplo: uma máquina e cinco trabalhadores passaram a fazer o trabalho de cem , o beneficio existia mas trouxe malefícios que não foram reparados , pois havia uma distribuição desproporcional. A maioria dos trabalhadores passou a buscar outras formas de sustento tendo que abandonar a vida que estavam acostumados a ter. Algumas regiões pobres cresceram mas outras com as situadas na África, Ásia e America Latina ou áreas de colonização recente como a América do Norte pois o Europeus afirmavam com armas, navios a vapor e ferrovias sua vantagem e dominavam. As classes dominantes tradicionais tiveram pouco interesse em estimular o desenvolvimento das massas ,sendo os dominados incapazes de superar os obstáculos, motivos que vinham das desigualdades políticas e sociais.Até a chegada da Primeira Guerra Mundial estes eram os problemas mais complicados e duradouros da ordem econômica internacional.

Resenha 2ºperiodo

Resenha do texto Cultura política participativa e desconsolidação democrática, reflexões sobre o Brasil contemporâneo.



Sobre a cultura política participativa e a desconsolidação democrática no Brasil contemporâneo, observa-se uma desconfiança frente aos partidos políticos, mediadores entre Estado e Sociedade. É impossível analisar a cultura política do país e o processo de contrução democrática sem enchergar os parâmetros de redistribuição de riqueza, a corrupção generalizada e a situação social alarmante no país. Conforme as pesquisas de opinião pública, existe um declínio da confiança dos brasileiros nas instituições políticas e especificamente na classe política. Os envolvimentos sociais estão enfraquecidos, e o individualismo e o interesse privado está bem acima do interesse coletivo.
O autor avalia conforme os avanços obtidos no campo formal da política, se existe uma base que traz desenvolvimento na cultura política democrática e participativa. O problema discutido é que apesar da modificação do comportamento dos brasileiros em relação a política que se concebeu por fatores como mercado, globalização e informática, continua-se a desacreditar nas instituições que constituem a democracia. Percebe-se que não existe uma maior participação da sociedade civil, mesmo tendo acontecido deposições de mandatários latino americanos como (Collor no Brasil, Fujimori no Peru, Bucaram e Mahuad, no Equador e Peres na Venezuela).

Edy , Serviço Social / 2ºperiodo






Comemoração pelo dia do Assistente Social 15/05

Edy e Amigos, Serviço Social / 1ºperiodo 2009, segundo semestre. Instituto Metodista Izabela Hendrix




ELESS BH, SERVIÇO SOCIAL 2009/SEGUNDO SEMESTRE, 1ºPERIODO






ELESS, ENCONTRO LOCAL DE ESTUDANTES DE SERVIÇO SOCIAL - BH, LOCAL : UNA

CONFIRA VIDEOS ACESSANDO :
http://www.youtube.com/results?search_query=ELESS+2009&aq=f
www.youtube.com/edineysantos

A INCLUSÃO DIGITAL É IMPORTANTE PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO E SOCIAL?/ SERVIÇO SOCIAL 1° PERIODO /

A INCLUSÃO DIGITAL É IMPORTANTE PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO E SOCIAL?

Sim

A inclusão digital é importante, e não a dúvidas para quem a compreende analisando a cultura de determinado meio. Se os usos das tecnologias estão inseridos no cotidiano de um povo, fica óbvio que a inclusão digital se torna um dos fatores para o desenvolvimento humano e social, mas caso não tenha chegado a determinado povo a tecnologia, será necessário entender primeiro em que a tecnologia pode favorecer o ser humano naquele meio. Os ambientes cercados pela tecnologia estão inseridos no processo de educação e informação, principalmente os países em fase inicial. Foram publicados livros, realizaram-se discussões por órgãos do governo responsáveis pelo avanço da tecnologia, ensinando e envolvendo os quatro setores da sociedade – o governamental, o privado, o acadêmico, e o terceiro setor.
A proposta para incluir digitalmente é ensinar habilidades básicas para acessar a internet e usar computadores, e assim utilizar este tipo de mídia para necessidades individuais e coletivas. A informatização é um meio rápido de se realizar o que é desejado. Por exemplo: diminuir o tempo de espera nas filas de bancos e comércios, relacionar-se em tempo real via internet, é um facilitador para a realização de serviços em empresas, registro de dados para consultas futuras achando-os de forma rápida, matérias e exercícios de faculdade, compras, inscrições, cancelamentos e etc. Nos locais em que ainda a inclusão digital não obteve o êxito esperado e necessário tem se estudado melhorias na infra-estrutura, aliada a formação do cidadão, programas governamentais a chamam de alfabetização digital. Para se alcançar sucesso na alfabetização digital é necessário inseri-la no ensino fundamental de forma geral. Investir na infra-estrutura e no ensino prático aos alunos, algo que ainda é inexistente no sistema de ensino básico, em vários paises do mundo.
A inclusão digital é totalmente interligada a inclusão social, e o ser humano é personagem principal nesta inclusão. Sendo as pessoas de todas as classes alcançadas pela informatização, haverá então um avanço no social, na igualdade de direitos, sendo assim a informação um direito básico para o ser humano progredir. Os autores do artigo Inclusão digital e educação para a competência informacional: uma questão de ética e cidadania(1) reforçam que a “inclusão digital é parte do fenômeno informação, no contexto da chamada sociedade da informação, pode ser observada pela ótica da ciência da informação”. Neste conceito de informação, e de inclusão social vem a ética como uma das partes que levam ao desenvolvimento necessário para a inclusão digital, a ética traz reflexões e propostas de valores. Entende-se que a inclusão digital faz parte da participação na vida pública, e se forem deixados

de lado os mecanismos para se avançar na informatização de um povo, se estará agindo sem ética, priorizando-a para determinadas classes, e deixando se deteriorar outras. Portanto a ética, uma relação construída entre os humanos e a cidadania, os direitos iguais que todos têm são partes indispensáveis do tema inclusão digital. A inclusão digital é assim parte da justiça social, de discussões políticas, da ética humana, é a união das tecnologias com os seres humanos visando o desenvolvimento de todos. Silveira, citado pelos autores do artigo citado anteriormente diz: “cabe ao Estado prover – ou viabilizar que outros o façam – o acesso à informação, e não apenas mediar as relações entre os homens, privilegiando a estrutura de poder, pois a informação é mais que a mercadoria por excelência da sociedade pós-industrial: é a sua própria razão de ser. Ela condiciona a existência da sociedade e sua coerência. A informação é um produto e um bem social, Silveira(2000, p.85)(2).”
Observando-se que as tecnologias de informação e comunicação (TICs) são ferramentas indispensáveis para a inclusão sócio-econômica, tanto quanto o domínio da escrita e da leitura será necessário um projeto amplo envolvendo o governo, a sociedade civil e empresas. As políticas de inclusão social precisam se renovar, e evoluir pensando-se que agora não se pensa apenas na escrita, e na leitura, mas também nas tecnologias. Mas para que um cidadão possa alcançar formação tecnológica básica, é necessário ter formação básica de leitura, pois para se alcançar um nível de informatização passa-se pelo domínio da leitura. Um dos debates atuais sobre a exclusão digital é o letramento, e passa-se a criticar então a distribuição desigual de poder político, econômico e social, para se alcançar a inclusão digital. Segundo o autotr Mark Warschauer : “a aquisição de letramento não é uma questão apenas de cognição, ou mesmo de cultura, mas também de poder e política”, Tecnologia e inclusão social – a exclusão digital em debate, Warschauer (2006,p.74)(3). A distribuição desigual de recursos para o sistema educacional e as formas curriculares e pedagógicas que atendem a necessidades de algum grupo social acima de outro são fatores que fortificam a exclusão digital, segundo Warschauer (4). Alguns dados de letramento feminino baixo em alguns países do mundo; a comercialização abusiva para acesso a educação; o preconceito racial; a falta de qualidade e investimento no ensino público e outras questões provam o tamanho das desigualdades.
Analiso que se os recursos para a educação passarem a ser bem usados, será fomentado um desenvolvimento social que se alcançará a inclusão digital, mas se for mal manejado e coberto de corrupção, continuará no circulo vicioso existente de exclusão e desigualdades. O desenvolvimento humano e social passa também pela inclusão digital, um mecanismo importante nas relações humanas.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS :

1 Disponível em: http://www.scielo.br/ acessado em 28/11/2009.
2 Silveira, H. F. R. “Um estudo do poder na sociedade da informação. Ciênciada Informação”, Brasília, v. 29, n. 3, p. 79-90, set./dez. 2000.
3 Warschauer , Mark, Tecnologia e inclusão social - A exclusão digital em debate,São Paulo.Editora Senac, 2006.

4 Disponível em: http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=jtrEUwJAxsYC&oi=fnd&pg=PA7&dq=artigo+cient%C3%ADfico:+inclus%C3%A3o+digital&ots=vUoyQ1B0a_&sig=gzl5eJkuUIxno76OXF6TO7KUOLE#v=onepage&q=&f=false acessado em 28/11/2009.

1°periodo/segundo semestre 2009 / Instituto Metodista Izabela Hendrix BH/ Resenha Descritiva

RESENHA DESCRITIVA SOBRE: “PRECONCEITO LINGUÍSTICO”,MARCOS BAGNO.

Segundo Narceli Piucco, Marie-Hélène Catherine Torres no Verbete publicado em 18 de agosto de 2005 , o autor Marco Araújo Bagno , mineiro de Cataguases,nasceu em 21 de agosto de 1961, iniciando como escritor em 1988, e até o momento realizou mais de 30 títulos literarios.Tornou-se tradutor por incentivo de professores em 1981 na Universidade de Brasília , lingüista ao estudar sistematicamente o francês desde a infância, e as demais línguas aprendeu de modo autodidata; é também doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) onde ingressou em 1994.
Bagno traz pensamentos de revolução no campo lingüístico brasileiro ao elaborar Preconceito Lingüístico: o que é, como se faz, pela editora Loyola. O texto traz críticas a bases teóricas da língua brasileira, desconstruindo posições denominadas de “mitos que compõem a mitologia do preconceito lingüístico no Brasil.”
O autor inicia relatando que sua base crítica está em análise de estudos filológicos e gramaticais de longa data, e o que esta tradição trouxe à realidade. Vê-se a educação nas escolas brasileiras prejudicada pelo mito de que “a língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”. O autor rebate a posição da escola, que sendo responsável pelo ensino, de forma geral, ensina a norma lingüística como se fosse à língua dos 160 milhões de brasileiros, e não vê o português de modo diversificado, como ele é. Frisa-se a diversidade do falar brasileiro, apontando diferenças sociais para se entender os diversos modos de se falar o português brasileiro. Uma quantidade considerável é marginalizada quanto a dominar uma norma culta, a educação alcança pouca gente no país. A maioria fala de forma variada e pessoal, não reconhecida como forma padrão, sendo rebaixados pela maioria dos que falam o português padrão ou que não falando-o, o toma como referência.
Bagno critica, relata e dá detalhes de como é fortalecida a discriminação social a partir da língua, rebate o conceito preconceituoso, conforme ele, de que o português bem falado se fala em Portugal e não no Brasil, mostrando que existe um consenso maior na língua escrita, mas na fala, o sistema fonético, as expressões, e a pronuncia são diferentes. Explica os vários mitos acerca do português brasileiro impregnados e fortalecidos por vários teóricos, tendo a escola como precursora maior desses vários mitos, por exemplo: o “português é muito difícil”, propões a desconstrução a partir do ensino da língua portuguesa falada no Brasil; “É preciso saber gramática para falar e escrever bem”, propõe a desconstrução do ensino “gramaticalista”, pois traz insegurança, aversão, medo; e o “domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social’, um mito que toca em questões sociais, é desconstruído a partir de exemplos comparativos entre um professor e um fazendeiro sem formação, pois o segundo não tem a norma culta em seu falar, mas tem maior ascensão que muitos professores.
Bagno encerra lembrando o leitor quanto aos preconceitos, e criticando a forma de aplicação da norma culta, por ser reservada a poucas pessoas no Brasil, por razões de cunho político, econômico, social e cultural. Denomina de atitude cínica, os que exaltam a “decadência” ou a “corrupção da norma culta” no Brasil, por não enxergarem a realidade do grande numero de analfabetos e o modo de como se ensina o português. Conclui Marcos Bagno refletindo que a uma “distancia entre norma culta real e norma culta ideal”, sendo segundo o autor, a razão de tantos mitos em volta da língua portuguesa falada no Brasil.

Biografia disponível em: http://www.dicionariodetradutores.ufsc.br/pt/MarcosAraujoBagno.htm,18/10/2009.

BAGNO,Marcos, Preconceito Lingüístico, 43°Edição, São Paulo. Editora Loyola, 1999.