quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Arte e Sociedade, por Edy




Arte e Sociedade, por Edy
( Curso de Serviço Social 3° periodo )

A arte é um mecanismo que abrange o ser humano na sua individualidade e em sua totalidade. Esta individualidade vem a partir de gostos, interesses, a história em que o indivíduo viveu incluindo a família, amigos, a formação educacional, religiosa, e o ambiente cultural em que este esteve inserido. A totalidade vem de fatores sociais, econômicos, que tem na política e seus regimes a base de influências sobre o indivíduo. Nesta totalidade gera-se a formação de classes, e de reuniões de pessoas em torno de um interesse.

Por exemplo, os estilos musicais têm fortes influências sobre determinadas localidades, se tornando a voz da mesma. O rap, o funk , o pagode é muito presente na periferia, enquanto a musica clássica, a ópera,o Jazz tem presença especial em classes mais abastardas. O samba que se originou das camadas mais baixas, dos escravos negros com suas danças e batuques, e preconizados por pessoas muitas vezes excluídas teve um crescimento vindo da Bahia até o Rio de Janeiro, e que ganhou adeptos diversos na musica brasileira, criando-se varias vertentes deste estilo em que músicos que gostavam de outros estilos tiveram sua influência, o caso de artistas como Cazuza(rock) na década de 80 que foi fortemente influenciado por um artista como Cartola(samba-canção), e assim sucessivamente podemos citar vários artistas influenciados em seus convívios, que assim acabaram eliminando e vencendo preconceitos e diferenças por questões sócio-históricas-econômicas.

Tudo isto tudo não quer dizer que os estilos musicais citados são de poder, prioridade e monopólio de uma determinada classe, etnia, ou gênero, a arte denúncia absolutismos. Há definitivamente a oportunidades de todos as ouvirem, de se beneficiarem da arte, do conhecimento, do encanto, da apreciação, interação, da diversão, e do entretenimento que ela proporciona. Inclusive muitas das musicas que elites sociais ouvem ou ouviram originaram-se das danças de pessoas excluídas socialmente e de classes mais baixas, como por exemplo o Jazz que teve sua origem nas danças africanas, e precursores norte americanos muitas vezes excluídos por questões raciais. O que se aprende é que a arte de modo geral, e frisando a musica que é citada especialmente neste texto como exemplo, é um fator de expressão que faz denúncias quanto às diferenças impregnadas por extremistas, por
elitistas,segregacionistas e que até hoje revelam e denunciam preconceitos. A arte é também um grande mecanismo de mudança e esta vem sendo feito gradativamente, o estudo da história revela esta transformação da sociedade com o olhar através da arte.

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sábado, 9 de outubro de 2010

Eleições 2010 ( Edy )

Como ser humano sensato que sou, votei em Marina Silva no primeiro turno nas eleições para presidente do Brasil 2010 e agora no segundo turno é a vez de votar em uma candidata que também traz uma critica mais contundente sobre a elite burguesa sempre em parceria e fortalecida pela mídia parcial brasileira como a Globo, Folha de São Paulo, Record, Band e muitos outros, grandes monopolistas vendidos pelos interesses financeiros em nome do poder.
Não tenho saudades do governo neoliberalista FHC, Color, e nem mesmo apóio governos que compram a mídia, que a sensuram como é o caso de Aécio Neves e companhia, e temos provas contudentes ( este video por exemplo traz uma crítica contundente , Aécio Neves e o Spam : http://www.youtube.com/watch?v=Cc3F4c5cZzg ). A direita brasileira é extremista, não tenho dúvidas disso.
Se não foi possivel eleger nos ultimos anos candidatos como ( Cristovão Buarque, Heloísa Helena, Plínio, Marina Silva) que pensam e tem um compromisso maior com a sociedade e o social e não com a elite burguesa preocupados sempre com seu dinheiro e seus bens,e a se perpetuarem no poder, podemos pelo menos eleger candidatos que ainda tem alguma crítica contudente a se fazer, algo que digamos, menos pior.

Confira video "fodástico" do Lula falando sobre a elite burguesa brasileira.

http://www.youtube.com/watch?v=r9I_n3Vlq9w

Edy

domingo, 29 de agosto de 2010

Direitos do cidadão na Saúde Publica (SUS) :




A ouvidoria é um mecanismo da Democracia que traz avanços para o atendimento ao usuário e para as condições de trabalho dos profissionais, levando todos a participar ativamente do avanço do país a partir de seu municipio.

EXPONHA SUA SITUAÇÃO, NECESSIDADE, DÚVIDA, SOLICITAÇÃO,RECLAMAÇÃO, SUGESTÃO OU ELOGIOS A PROFISSIONAIS DA SAÚDE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E AJUDE A MELHORAR AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE.

Contato com o cidadão

OUVIDORIA SUS CONTAGEM :
08002832947
OUVIDORIA SUS BELO HORIZONTE :
3277 7722

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Meu apoio para a candidata a presidente Marina Silva





Meu apoio é para quem pensa com o povo, que é do povo e tem seriedade no que faz. Sucesso para você Marina Silva, conheça a proposta da candidata Marina Silva e vote 43 caso se indentifique .

VEJA LINKS RELACIONADOS NO YOUTUBE , apoios de Leonardo Boff,Caio Fábio, Gilberto Gil, Lenine, Maria Bethânia, Adriana Calcanhoto, Caetano Veloso e outras inúmeras personalidades.

http://www.youtube.com/watch?v=VA6bJDzmr_A&feature=fvst

http://www.youtube.com/watch?v=Y7TV82giTUM&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=HEJknb0NEfA

2°semestre 2010

Bem vindo 3° período, bem vindo estágio extra curricular. Está tudo nas mãos de Deus. Boa sorte a todos os amigos de Faculdade, desejo que todos tenham condições de chegar até o final e a trabalharem na área que gostem.

terça-feira, 27 de julho de 2010

“A saúde como direito de todos e dever do Estado” .














A Constituição Federal do Brasil deixa citados os direitos de cada cidadão, sendo por finalidade garantir-lhe qualidade de vida e desenvolvimento. Para se ter qualidade de vida, é direito de cada pessoa o acesso de qualidade as áreas da saúde, educação, transporte, moradia, política, alimentação, previdência, segurança e emprego. Sendo salvos todos os pontos, o cidadão tem acesso ao que lhe é seu e se torna sujeito de suas ações podendo-se viver dentro de uma democracia em que todos têm seus direitos preservados na Constituição e tendo os direitos observados na prática, não sendo os direitos vistos como favores, mas como conquistas que lhe foram garantidas dentro de uma República Democrática conquistados pela própria sociedade que se manifestou contra o governo ditatorial, aristocrático e conservador, trazendo assim desenvolvimento ao país, sendo estabelecida uma nova forma de governo, sendo o Estado executor da Democracia e a população os beneficiários. Em se tratando das políticas da saúde, ela é um direito de todo cidadão e o Estado tem como dever a sua execução. Um direito que não se deve deixar passar por favor e que não observa credos, raça ou classe social, sendo estes fundamentos do Estado laico.
Na prática do dia a dia é necessário se fazer valer o direito de todo cidadão, e os profissionais da saúde são seus executores, influenciadores e também conscientizadores da população. Sendo compreendido assim pelos profissionais e pela sociedade, serão os direitos do cidadão objeto de transformação social, inclusão e desenvolvimento político. Compreendemos assim que no Brasil existem atrasos e ainda é necessário lembrar e relembrar que o direito a saúde não é favor do profissional ou do Estado. È necessário uma postura profissional ética e consciente porque ainda se tem marcas do escravismo e o sistema que é capitalista muitas vezes se torna o espelho para muitos profissionais conservadores e alienados que pensam que o cidadão precisa fazer por merecer o seu direito, e na verdade os direitos já são garantidos a todos e é dever do Estado executar, e os profissionais são seus agentes.
Edy

sábado, 10 de julho de 2010

A mídia da todos os dias vereditos que são de competencia do juiz



Venho através do paragráfo abaixo manifestar minha constentação referente aos vários casos policiais que ganham repercussão na mídia, somente pessoas alienadas podem permitir um noticiário como este.

Esta mída parcial alienada manipula a população, acorda Brasil, este noticiário é sensacionalista.Estão lucrando mais uma vez vendendo noticias baratas criando uma repercussão encima de coisas que serão resolvidas na justiça com bases na Constituição, com bases na lei e com bases nos direitos humanos que são de liberdade de ficar calado e de falar na hora em que se achar conveniente. Sejamos mais critícos com estes Pqp da mídia monopolistas e detentores de um oligopólico, é mais de 90% de empresas de mídia manipuladoras,sensacionalistas,parciais,desrespeitáveis com a vida alheia e vendáveis sejam via TV, internet e rádio, valorizemos os 10% de profissionais de mídia imparciais,éticos, honestos,coesos e defensores dos direitos humanos, tanto dos acusadores ,tanto dos acusados.
Acorda Brasil
Edy
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Tire suas conclusões conforme reportagens no presente momento.

Materia abaixo retirado de :
http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24844955
A defesa de Bruno também está preocupada com a divulgação de fotos do jogador com o uniforme de presidiário e de sua vida pessoal. "Qual o objetivo disso, além de execrar o ser humano? Vou chamar um advogado que entende de direito de imagem para avaliar isso", prometeu Quaresma. Ele também criticou a exposição que a imprensa fez da tatuagem que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, braço-direito de Bruno, tem nas costas.

O texto diz: "Bruno e Maka. A amizade nem a força do tempo irá destruir. Amor verdadeiro." A frase seria uma referência a uma música do grupo de samba Fundo de Quintal. "Se eu tenho uma amizade de fé, de dar a vida por alguma pessoa, por que não vou tatuar? Queria ter o privilégio de ter uma amizade tão bela quanto a dos dois (Macarrão e Bruno)", comentou.
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Reportagem abaixo retirada de :
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/07/09/site-de-tv-americana-confunde-foto-do-goleiro-bruno-com-xara-do-handebol.jhtm

O site do programa 48 Hours Mistery, da rede de TV dos Estados Unidos CBS, divulgou fotos erradas do goleiro Bruno, que é acusado do desaparecimento e da morte de Eliza Samúdio. Na página, o canal mostrava fotos de um jogador de handebol que tem o mesmo nome e sobrenome do atleta do Flamengo: Bruno Souza.
"Erro grotesco"

Em nota divulgada nesta sexta-feira, a Confederação Brasileira de Handebol lamentou o incidente, classificado pela entidade como "grotesco". De acordo com a CBH, o jogador de handebol entrou em contato com seus advogados para tomar providências. Confira a nota na íntegra:

Confederação Brasileira de Handebol esclarece erro com imagem de Bruno Souza

A Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) lamenta o erro grotesco envolvendo a imagem de um atleta que é ícone da modalidade e que atualmente atua na Europa. Três fotos do armador Bruno Souza foram utilizadas pelo site do programa "48 Hours Mistery", da rede de TV americana CBS, em matéria sobre o goleiro Bruno, suspeito de envolvimento no sumiço de Eliza Samudio. Os advogados de Bruno Souza já tomaram as providências cabíveis.
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Como podemos ver, é muita gente querendo noticiar a vida alheia sem a devida ética e preparação,é o desejo enloquente de invadir privacidades, confundem pessoas e compram matérias,fotos,informações para vender em manchetes sensacionalistas, esta não é a mídia em que podemos confiar, sejamos critícos e analíticos para nao sermos persuadidos por pseudos-profissionais. Os seres humanos tem direitos e eles devem ser respeitados pelos menores e por estas grandes empresas monopolistas e oligopolistas noticiando coisas tendenciosas, parciais, interesseiras, servindo a capitalistas e pessoas controladoras que subjugam a sociedade.
Edy

quarta-feira, 23 de junho de 2010

QUESTÃO SOCIAL , Reportagem da Revista Veja sobre o MST


LEIA OS DOIS LADOS E TIRE SUAS CONLUSÕES
EDY
Retirado de :
http://www.consciencia.net/2004/mes/12/veja-quevergonha.html

Revista Veja, que vergonha!

Reportagem da revista VEJA sobre o MST carregada de preconceito e desinformação (primeiro texto). Abaixo dela, resposta publicada na Caros Amigos. Setembro de 2004. Colaborou Bruno Ribeiro dos Santos.


Madraçais do MST

Assim como os internatos muçulmanos, as escolas dos sem-terra ensinam o ódio e instigam a revolução. Os infiéis, no caso, somos todos nós.

Monica Weinberg. http://veja.abril.combr/080904/p_046.html

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) criou sua própria versão das madraçais - os internatos religiosos muçulmanos em que crianças aprendem a recitar o Corão e dar a vida em nome do Islã. Nas 1.800 escolas instaladas em acampamentos e assentamentos do MST, crianças entre 7 e 14 anos de idade aprendem a defender o socialismo, a "desenvolver a consciência revolucionária" e a cultuar personalidades do comunismo como Karl Marx, Ho Chi Minh e Che Guevara. "Sem-terrinha em ação, pra fazer a revolução!", gritam os alunos, de mãos dadas, ao final de eventos e apresentações. Pelo menos 1.000 dessas escolas são reconhecidas pelos conselhos estaduais de educação - o que significa que têm status idêntico a qualquer outro estabelecimento de ensino da rede pública e que seus professores são pagos com dinheiro do contribuinte.

Elas nasceram informais, fruto da necessidade de alfabetizar e educar os filhos de militantes do movimento - que chegam a ficar durante anos acampados nas fazendas que invadem, à espera da desapropriação. No fim dos anos 80, atendendo a uma reivindicação do MST, o governo passou a integrar essas escolas improvisadas à rede pública. Parte delas funciona nas antigas sedes das fazendas invadidas, parte foi construída pelos Estados e municípios. Ao todo, as escolas do MST abrigam 160.000 alunos e empregam 4.000 professores.

A reportagem de VEJA visitou duas delas, ambas no Rio Grande do Sul. Tanto a escola Nova Sociedade, em Nova Santa Rita, quanto a Chico Mendes, em Hulha Negra, exibem, nas classes e no pátio, a bandeira do MST; no currículo, abordagens ausentes da cartilha do Ministério da Educação e que transmitem a ideologia sem-terra. Os professores utilizam, por exemplo, uma espécie de calendário alternativo que inclui a celebração da revolução chinesa, a morte de Che Guevara e o nascimento de Karl Marx. O Sete de Setembro virou o "Dia dos Excluídos", e a Independência do Brasil é grafada entre aspas. "Continuamos dependentes dos países ricos", justifica o professor de história da escola Nova Sociedade, Cícero Marcolin. No ano passado, seus alunos aproveitaram o Dia da Independência, ou "independência", para sair em passeata pelas ruas da cidade carregando faixas com críticas à Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

Na escola Chico Mendes, professores exibem vídeos que atacam as grandes propriedades e enaltecem as virtudes da agricultura familiar, modelo que o MST gostaria de ver esparramado no território nacional: "A pequena propriedade é oprimida pelos grandes latifúndios, que só fazem roubar emprego do povo", diz um dos filmes. A mesma fita é usada para ensinar aos alunos que os produtos transgênicos "contêm veneno". A reportagem de VEJA assistiu a uma dessas aulas.

No fim da exibição do filme, o professor pergunta quem da classe come margarina. A maioria das crianças levanta o braço. Tem início o sermão: "Margarina é à base de soja, que pode ser transgênica e, por isso, ter ve-ne-no!" A atividade seguinte foi uma encenação teatral. No pátio, carregando bandeiras do MST, crianças entoaram uma música que dizia: "Traga a bandeira de luta / Deixe a bandeira passar / Essa é a nossa conduta / Deixe fluir para mudar". Para encerrar, deram o grito de guerra conclamando para a revolução.

O MST implementou um sistema de ensino paralelo, sobre o qual o poder público não exerce nenhum tipo de controle. O Ministério da Educação desconhece até mesmo quantas são e onde estão exatamente as escolas públicas com a grife do movimento. E as secretarias estaduais e municipais de ensino, embora sustentem as escolas, enfrentam dificuldades até para fazer com que professores não ligados aos sem-terra sejam aceitos nas salas de aula. "O MST torna a vida do educador que vem de fora um inferno", diz Gislaine do Amaral Ribeiro, coordenadora estadual das escolas de assentamentos na região de Bagé, Rio Grande do Sul.

Nos assentamentos, pelo menos a metade do corpo docente vem do MST. Já nos acampamentos, todos os professores pertencem ao movimento. Muitos não têm o curso de magistério completo - pré-requisito básico para a contratação na rede pública -, e alguns não chegaram sequer a terminar o ensino fundamental. "A realidade é que há pessoas atuando como profissionais da educação nessas escolas sem o mínimo de preparo para exercer a função", reconhece o secretário estadual de Educação do Rio Grande do Sul, José Fortunati.

O governo gaúcho diz que está de mãos atadas diante da situação, porque herdou um grande número de professores contratados pelo governo anterior, do PT. Pela proximidade com o MST, a antiga gestão teria sido mais complacente na contratação do corpo docente. A secretaria diz estar pleiteando junto ao MEC verbas para implantar um programa para dar a esses professores o nível básico de estudo para que possam lecionar.

Em seu Caderno de Educação de número 8, o MST deixa claro que a educação que pretende dar a seus alunos deve ter "o compromisso em desenvolver a consciência de classe e a consciência revolucionária". A rigor, nada impede que uma organização como o MST queira propagar sua ideologia para crianças que mal aprenderam a escrever o próprio nome. O problema é fazer isso dentro do sistema de ensino público e com dinheiro do contribuinte. A legislação brasileira preserva a autonomia das escolas, desde que cumpram o currículo exigido pelos Estados e estejam em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, que prega o "pluralismo de idéias" e o "apreço à tolerância" - elementos básicos para que as crianças desenvolvam o raciocínio e o espírito crítico. Não são os critérios adotados no território dos sem-terra. "Essas escolas estão aprisionando as crianças num modelo único de pensamento", observa a pedagoga Sílvia Gasparian Colello, da Universidade de São Paulo.

Um modelo, acrescente-se, falido do ponto de vista histórico e equivocado do ponto de vista filosófico. Está-se falando, evidentemente, do marxismo. Falido porque levou à instauração de regimes totalitários que implodiram social, política e economicamente. Equivocado porque, embora se apresente como ciência e ponto final da filosofia, nada mais é do que messianismo. De fato, o marxismo não passa de uma religião que, como todas as outras, manipula os dados da realidade a partir de pressupostos não verificáveis empiricamente. E, assim também como as religiões, rejeita violentamente a diferença. "Burgueses não pegam na enxada / Burgueses não plantam feijão / E nem se preocupam com nada / Arrasam aos poucos a nação", diz a letra de uma das canções ensinadas aos "sem-terrinha".

Da mesma forma que os internos das madraçais, as crianças do MST são treinadas para aprender aquilo que os adultos que as cercam praticam: a intolerância.


Revista Veja, que vergonha!

por Ariana C. Rumstain

Sou professora da rede particular de ensino e gostaria de manifestar o meu repúdio à revista Veja pela publicação da reportagem Os Madraçais do MST (edição nº 1870). Fiquei enojada de ver tanta parcialidade e falta de seriedade com a qual a jornalista responsável (ou irresponsável) tratou a questão do MST e, em especial das escolas, afirmando: "Assim como os internatos muçulmanos, as escolas dos sem-terra ensinam o ódio e instigam a revolução. Os infiéis, no caso, somos todos nós”.

Agora, nós quem? Também me sinto lesada por ter estudado a vida toda em escolas particulares e ter aprendido que 7 de setembro é o dia da Independência. Ora, vamos deixar de enganar a todos. Quando o Brasil foi Independente? Como se deu este processo?

É preciso lembrar que a história do Brasil não foi contada pelos negros, índios ou excluídos, é sempre uma versão dos fatos e quem sabe agora ela não poderá ser reelaborada de modo, se não agradável a todos, pelo menos a imensa maioria que de fato passa fome e é excluído de necessidades básicas de toda a natureza.

Qual o problema em fazer a revolução? Se a jornalista e a revista em questão estão com medo de perder os cargos, os carros e a posição social conquistada... Ora acordem, do jeito que está não dá, não há como ser livre e feliz diante de um mundo e uma situação como a que vivemos hoje...

Se formos questionar o porque do MST comemorar datas como a morte de Guevara ou o nascimento de Marx, teremos que questionar a razão de comemorarmos também o Dia das Mães, o Natal, o Dia das Crianças ou dos Namorados, uma infinidade de datas a serviço do mercado...

Se formos questionar o despreparo dos professores do MST, teremos de questionar a situação dos professores no Nordeste, ou ainda, o que é mais grave, se formos elaborar uma reportagem tão absurda como esta publicada pela revista Veja, teremos de publicar uma também que diga que em nossas escolas particulares ensinamos, se é que ensinamos, conteúdos que nada tem a ver com a prática cotidiana e social. Que 70 por cento do que é aprendido nas escolas autorizadas pelo MEC são esquecidos ao longo de um ano ou menos.

De que servem os conteúdos aprendidos nos bancos escolares se a maioria de nossos alunos não é capaz de pensar o mundo, de refletir sobre questões contemporâneas que assolam nossas grandes cidades (como exemplo o recente caso dos mendigos mortos em São Paulo). Que professores pararam suas aulas de logaritmo, trigonometria ou orações subordinadas para refletir sobre o mundo.

De que serve os conteúdos aprendidos na escola se quando lemos uma reportagem como a publicada pela Veja encaramos com seriedade esta clara manipulação...

Paremos com esta defesa inútil de classe. Que mais pessoas possam ler Veja, Estadão, Folha e Caros Amigos e encontrem o caminho da responsabilidade social e do pensar.


Ariana C. Rumstain é estudante de Ciências Sociais.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Excelente video e postura da Deputada Cidinha Campos

Deputada Cidinha Campos fala sobre "os que mamam" , precisamos de políticos que tenham uma postura a altura é exigida a quem possui um cargo público.

http://www.youtube.com/watch?v=q21rM03_R18&feature=player_embedded

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Trabalho de apresentação de movimentos sociais











Tivemos palestras em sala de aula dos movimentos sociais de BH:
ALEM ( Associação de Lésbicas de Minas Gerais ) , MTD ( Movimento dos trabalhadores Desempregados ) e ME ( Movimento Estudantil )
Parabéns a todos os movimentos, palestrantes , alunos, e a professora que nos pediu a realização do trababalho . É de enriquecimento de todos, a inclusão, discurssão e informação.

domingo, 23 de maio de 2010

fotos Cafe com prosa realizado em sala de aula dia 21maio2010 , 2° período de Serviço Social e professores convidados. Tema : Cotas nas universidades








O Assunto conversado foi de grande enriquecimento e mecanismo de transformação social para todos. Cotas nas Universidades Publicas para negros, índios , pardos e estudantes de escola publica. Um tema de grande relevancia e que deve ser estudado e discutido por seus diversos angulos.
Edy

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Bela musica interpretada por Seu Jorge, Composição: Guará/Fernandinho- Problema social

Se eu pudesse eu dava um toque em meu destino
Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão
Nem o bom menino que vendeu limão
Trabalhou na feira pra comprar seu pão
Não aprendia as maldades que essa vida tem mataria
a minha fome sem ter que roubar ninguem
Juro que nem conhecia a famosa funabem
Onde foi a minha morada desde os tempos de neném
É ruim acordar de madrugada pra vender bala no trem
Se eu pudesse eu tocava em meu destino
Hoje eu seria alguem
Seria um intelectual
Mas como não tive chance de ter estudado em colégio legal Muitos me chama de pivete
Mas poucos me deram um apoio moral
Se eu pudesse eu não seria um problema social
CLIPE :
http://www.youtube.com/watch?v=SatVnfhvNvo

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Fico feliz em conhecer raras musicas neste século que trazem um conteúdo relevante e de transformação. E interessante que a musica é interpretada por um artista do Pop. As belas musicas ficaram em sua maioria paradas nos anos 80.
Parabéns Seu Jorge , e Compositores: Guará / Fernandinho.
Edy

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Protesto de estudantes da Faculdade Pitágoras em Belo Horizonte causa prisão e alunos agredidos pela policia

Dois estudantes são detidos durante protesto em Belo Horizonte
Publicado em 18/05/2010
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/05/18/dois-estudantes-sao-detidos-durante-protesto-em-belo-horizonte-916611607.asp

Uma manifestação de estudantes de uma faculdade particular terminou em violência e dois universitários detidos, nessa segunda-feira à noite, em Belo Horizonte, em Minas Gerais. Os manifestantes fecharam uma das pistas da Avenida Raja Gabaglia, em frente à Faculdade Pitágoras, na região centro-sul da capital. O protesto foi contra o novo modelo de ensino que será implantado pela instituição a partir do segundo semestre.

De acordo com a polícia, a manifestação reuniu cerca de 500 pessoas. Imagens gravadas por celulares mostram o momento em que a polícia chega. Em seguida, bombas de gás foram lançadas. Os policiais também fizeram disparos com balas de borracha. Alguns estudantes reclamaram que foram agredidos por policiais.

Um grupo de policiais entrou no prédio da faculdade. O comando da Polícia Militar disse que precisou reagir às agressões dos manifestantes.

O protesto dos alunos continuou dentro da faculdade. Pela janela, eles jogaram papel picado e acionaram extintores de incêndio.

O tumulto durou aproximadamente uma hora e meia. Segundo a PM, dois manifestantes foram detidos por terem agredido policiais e danificado uma viatura.

O coronel Sandro Teatini disse que as denúncias feitas pelos alunos que teriam sido agredidos serão investigadas e levadas para a corregedoria da corporação.

Em nota, a Faculdade Pitágoras informou que as mudanças no ensino, alvo da manifestação dos estudantes, têm como objetivo a melhoria da qualidade dos serviços de educação. Sobre a confusão entre os alunos e a polícia, a instituição disse que se surpreendeu com os acontecimentos e que espera um posicionamento das autoridades.

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Lamentável que se tenha que chegar a este ponto em um ambiente Acadêmico. Mais uma vez fica provado que os donos da verdade são inflexíveis.
Edy

terça-feira, 18 de maio de 2010

Cartaz com beijo gay causa demissão em Faculdade



Publicada em 18/05/2010
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/05/18/cartaz-com-beijo-gay-causa-demissao-em-faculdade-de-minas-gerais-916611767.asp


Um cartaz que serviria para divulgar um seminário sobre inclusão social se transformou em polêmica numa faculdade particular de Muriaé, em Minas Gerais, por ter uma ilustração de duas mulheres se beijando. O caso provocou o cancelamento do evento e a demissão da coordenadora do curso de Serviço Social da faculdade.

Segundo os alunos do curso de Serviço Social da Faculdade de Minas (Faminas) teria exigido a retirada da ilustração do cartaz, que convida para debates sobre desigualdades e preconceito no III Congresso de Políticas Públicas - VII Semana de Serviço Social. Traz, também, imagens de negros, índios e portadores de deficiência física. O cartaz é semelhante à ilustração da capa da agenda do Conselho Nacional de Serviço Social.

- É um cartaz onde tem vários segmentos da sociedade brasileira que são excluídos. E a faculdade, mais que nunca, precisa contribuir para a defesa dos Direitos Humanos - disse o estudante de Serviço Social Vinicius Ventura.

A faculdade imprimiu o material de divulgação sem as imagens. A direção da Faminas afirmou que a ex-coordenadora do curso de Serviço Social sugeriu um cartaz que não teria sido aceito por não respeitar regras de layout já previstas pela instituição.

- A faculdade não tem nenhum preconceito. Nós apenas temos normas internas de divulgação e procuramos, dentro da parte interna de comunicação e de publicidade, estar divulgando aquilo que causasse impacto de leitura - afirmou o procurador da Faminas, Eduardo Goulart Gomes.

A ex-coordenadora do curso de Serviço Social da Faminas disse que preferiu cancelar o evento.

- Diante da recusa da instituição em autorizar a utilização dessa imagem, baseada no meu código de ética, nos princípios que constam no projeto ético-político que a profissão de Serviço Social tem, eu optei por cancelar o evento e informar aos alunos e aos palestrantes o motivo desse cancelamento - afirmou Viviane Pereira, ex-coordenadora do curso de Serviço Social da Faminas.

A representante do Conselho Regional de Serviço Social em Minas disse que a decisão da ex-coordenadora da Faminas está respaldada.

- Um dos nossos preceitos é a eliminação de toda forma de preconceito e o respeito à diversidade. Então ela (a ex-coordenadora) está respaldada pelo Código de Ética Profissional - afirmou a representante do Conselho Regional de Serviço Social Marina Castro

O Movimento Gay de Minas Gerais estuda denunciar a universidade ao Ministério da Educação.

- Apesar de permitir que o tema seja abordado intramuros, ela (a faculdade) não permite a associação da imagem à questão do combate à homofobia. Isso para nós é um contrassenso e nós vamos questionar isso - disse o presidente do Movimento Gay de Minas Gerais, Marco Trajano.

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Infelizmente muitas faculdades brasileiras ainda não estão preparadas para produzir conhecimento como observamos neste exemplo.
Edy

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Noticias , 2º periodo

No dia 17/05/2010 segunda feira tivemos as visitas do Cris do Morro (Idealizador do
Projeto Vozes do Morro www.vozesdomorro.mg.gov.br ) e Tom Nascimento (Artista em destaque na Edição do Vozes do Morro 2008 www.myspace.com/tomnascimento ) em sala de aula no trabalho de apresentação dos movimentos sociais de BH, o grupo responsavel convidou o idealizador do Projeto Vozes do Morro (Cris do Morro www.crisdomorro.com.br ) para apresentar este projeto de inclusão social que tem como base a cultura musical. Foi excelente a palestra de Cris do Morro e palinha do Tom Nascimento , com cds e dvds sorteados, e a interação.

Em breve fotos e videos postados.






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Meu conceito é que nao é necessário "ter" para "ser".
Edy bass

Uma critíca contudente ao Status quo, nem sempre a história é o que a elite ensina.

Palmares 1999
Natiruts

A cultura e o folclore são meus
Mas os livros foi você quem escreveu
Quem garante que palmares se entregou
Quem garante que Zumbi você matou
Perseguidos sem direitos nem escolas
Como podiam registrar as suas glórias
Nossa memória foi contada por vocês
E é julgada verdadeira como a própria lei
Por isso temos registrados em toda história
Uma mísera parte de nossas vitórias
É por isso que não temos sopa na colher
E sim anjinhos pra dizer que o lado mal é o candomblé
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A influência dos homens bons deixou a todos ver
Que omissão total ou não
Deixa os seus valores longe de você
Então despreza a flor zulu
Sonha em ser pop na zona sul
Por favor não entenda assim
Procure o seu valor ou será o seu fim
Por isso corre pelo mundo sem jamais se encontrar
Procura as vias do passado no espelho mas não vê
E apesar de ter criado o toque do agogô
Fica de fora dos cordões do carnaval de salvador
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
Meu conceito é que nao é necessário "ter" para "ser".
Edy bass

Uma critíca contudente ao Status quo, nem sempre a história é o que a elite ensina.

Palmares 1999
Natiruts

A cultura e o folclore são meus
Mas os livros foi você quem escreveu
Quem garante que palmares se entregou
Quem garante que Zumbi você matou
Perseguidos sem direitos nem escolas
Como podiam registrar as suas glórias
Nossa memória foi contada por vocês
E é julgada verdadeira como a própria lei
Por isso temos registrados em toda história
Uma mísera parte de nossas vitórias
É por isso que não temos sopa na colher
E sim anjinhos pra dizer que o lado mal é o candomblé
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A influência dos homens bons deixou a todos ver
Que omissão total ou não
Deixa os seus valores longe de você
Então despreza a flor zulu
Sonha em ser pop na zona sul
Por favor não entenda assim
Procure o seu valor ou será o seu fim
Por isso corre pelo mundo sem jamais se encontrar
Procura as vias do passado no espelho mas não vê
E apesar de ter criado o toque do agogô
Fica de fora dos cordões do carnaval de salvador
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não

Resumo livro : Capitalismo Global - Jeffry A. Frieden

Resumo – Capitalismo Global

O período que marcou a mudança para o capitalismo é introduzido em 1815 pela analise da queda dos franceses que tinham como base as Guerras Napoleônicas e suas vitórias como sua fortaleza , a intenção das forças reunidas de Grã-Bretanha, Prússia, Áustria, Rússia e Holanda que venceram os franceses era definir qual potência controlaria o mundo, a partir de então, no inicio do século XIX nasce a supremacia britânica e a monarquia absolutista e sua ordem econômica cai. Estabeleceu-se num período conhecido como 100 anos em que praticamente não ouve guerras,onde aconteceu a ordem dinástica mas com a sua base econômica em ruína. Este período foi marcado pelo fim das Guerras Napoleônicas, o inicio da Primeira Guerra Mundial e a mudança de relações entre monarcas e mercados.
Inicia-se um período que terá seu trajeto do mercantilismo ao livre comércio. O mercantilismo era um sistema de controle econômico por parte dos Estados soberanos da Europa que fortalecia a dominação da realeza, era o monopólio oficial por parte da realeza que já começava a se enfraquecer na época das Guerras Napoleônicas . As atividades eram reguladas pela força militar em favor da realeza, mas ainda assim o sistema mercantilista abriu portas para grande parte do mundo ao comércio. A Revolução Industrial Britânica considerava o mercantilismo danoso e queriam eliminar as barreiras comerciais existentes. Quando a Grã-Bretanha sendo a economia mais importante do mundo, descartou o mercantilismo , os países se depararam com outras opções. Segundo o autor em 1860 a França se juntou a Grã-Bretanha em um tratado comercial entre os dois países e assim conduziu o restante da Europa nesta direção. No decorrer do século XIX a atividade comercial na economia era sete a oito vezes maior do que no inicio do século.
Ouve desenvolvimento no transporte , e comunicações com avanço das tecnologias. A força dominante passou a ser o mercado e não mais o monarca, surge um novo capitalismo global. Impactos econômicos desiguais foram gerados em todo o mundo. Por exemplo: uma máquina e cinco trabalhadores passaram a fazer o trabalho de cem , o beneficio existia mas trouxe malefícios que não foram reparados , pois havia uma distribuição desproporcional. A maioria dos trabalhadores passou a buscar outras formas de sustento tendo que abandonar a vida que estavam acostumados a ter. Algumas regiões pobres cresceram mas outras com as situadas na África, Ásia e America Latina ou áreas de colonização recente como a América do Norte pois o Europeus afirmavam com armas, navios a vapor e ferrovias sua vantagem e dominavam. As classes dominantes tradicionais tiveram pouco interesse em estimular o desenvolvimento das massas ,sendo os dominados incapazes de superar os obstáculos, motivos que vinham das desigualdades políticas e sociais.Até a chegada da Primeira Guerra Mundial estes eram os problemas mais complicados e duradouros da ordem econômica internacional.

Resenha 2ºperiodo

Resenha do texto Cultura política participativa e desconsolidação democrática, reflexões sobre o Brasil contemporâneo.



Sobre a cultura política participativa e a desconsolidação democrática no Brasil contemporâneo, observa-se uma desconfiança frente aos partidos políticos, mediadores entre Estado e Sociedade. É impossível analisar a cultura política do país e o processo de contrução democrática sem enchergar os parâmetros de redistribuição de riqueza, a corrupção generalizada e a situação social alarmante no país. Conforme as pesquisas de opinião pública, existe um declínio da confiança dos brasileiros nas instituições políticas e especificamente na classe política. Os envolvimentos sociais estão enfraquecidos, e o individualismo e o interesse privado está bem acima do interesse coletivo.
O autor avalia conforme os avanços obtidos no campo formal da política, se existe uma base que traz desenvolvimento na cultura política democrática e participativa. O problema discutido é que apesar da modificação do comportamento dos brasileiros em relação a política que se concebeu por fatores como mercado, globalização e informática, continua-se a desacreditar nas instituições que constituem a democracia. Percebe-se que não existe uma maior participação da sociedade civil, mesmo tendo acontecido deposições de mandatários latino americanos como (Collor no Brasil, Fujimori no Peru, Bucaram e Mahuad, no Equador e Peres na Venezuela).

Edy , Serviço Social / 2ºperiodo






Comemoração pelo dia do Assistente Social 15/05

Edy e Amigos, Serviço Social / 1ºperiodo 2009, segundo semestre. Instituto Metodista Izabela Hendrix




ELESS BH, SERVIÇO SOCIAL 2009/SEGUNDO SEMESTRE, 1ºPERIODO






ELESS, ENCONTRO LOCAL DE ESTUDANTES DE SERVIÇO SOCIAL - BH, LOCAL : UNA

CONFIRA VIDEOS ACESSANDO :
http://www.youtube.com/results?search_query=ELESS+2009&aq=f
www.youtube.com/edineysantos

A INCLUSÃO DIGITAL É IMPORTANTE PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO E SOCIAL?/ SERVIÇO SOCIAL 1° PERIODO /

A INCLUSÃO DIGITAL É IMPORTANTE PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO E SOCIAL?

Sim

A inclusão digital é importante, e não a dúvidas para quem a compreende analisando a cultura de determinado meio. Se os usos das tecnologias estão inseridos no cotidiano de um povo, fica óbvio que a inclusão digital se torna um dos fatores para o desenvolvimento humano e social, mas caso não tenha chegado a determinado povo a tecnologia, será necessário entender primeiro em que a tecnologia pode favorecer o ser humano naquele meio. Os ambientes cercados pela tecnologia estão inseridos no processo de educação e informação, principalmente os países em fase inicial. Foram publicados livros, realizaram-se discussões por órgãos do governo responsáveis pelo avanço da tecnologia, ensinando e envolvendo os quatro setores da sociedade – o governamental, o privado, o acadêmico, e o terceiro setor.
A proposta para incluir digitalmente é ensinar habilidades básicas para acessar a internet e usar computadores, e assim utilizar este tipo de mídia para necessidades individuais e coletivas. A informatização é um meio rápido de se realizar o que é desejado. Por exemplo: diminuir o tempo de espera nas filas de bancos e comércios, relacionar-se em tempo real via internet, é um facilitador para a realização de serviços em empresas, registro de dados para consultas futuras achando-os de forma rápida, matérias e exercícios de faculdade, compras, inscrições, cancelamentos e etc. Nos locais em que ainda a inclusão digital não obteve o êxito esperado e necessário tem se estudado melhorias na infra-estrutura, aliada a formação do cidadão, programas governamentais a chamam de alfabetização digital. Para se alcançar sucesso na alfabetização digital é necessário inseri-la no ensino fundamental de forma geral. Investir na infra-estrutura e no ensino prático aos alunos, algo que ainda é inexistente no sistema de ensino básico, em vários paises do mundo.
A inclusão digital é totalmente interligada a inclusão social, e o ser humano é personagem principal nesta inclusão. Sendo as pessoas de todas as classes alcançadas pela informatização, haverá então um avanço no social, na igualdade de direitos, sendo assim a informação um direito básico para o ser humano progredir. Os autores do artigo Inclusão digital e educação para a competência informacional: uma questão de ética e cidadania(1) reforçam que a “inclusão digital é parte do fenômeno informação, no contexto da chamada sociedade da informação, pode ser observada pela ótica da ciência da informação”. Neste conceito de informação, e de inclusão social vem a ética como uma das partes que levam ao desenvolvimento necessário para a inclusão digital, a ética traz reflexões e propostas de valores. Entende-se que a inclusão digital faz parte da participação na vida pública, e se forem deixados

de lado os mecanismos para se avançar na informatização de um povo, se estará agindo sem ética, priorizando-a para determinadas classes, e deixando se deteriorar outras. Portanto a ética, uma relação construída entre os humanos e a cidadania, os direitos iguais que todos têm são partes indispensáveis do tema inclusão digital. A inclusão digital é assim parte da justiça social, de discussões políticas, da ética humana, é a união das tecnologias com os seres humanos visando o desenvolvimento de todos. Silveira, citado pelos autores do artigo citado anteriormente diz: “cabe ao Estado prover – ou viabilizar que outros o façam – o acesso à informação, e não apenas mediar as relações entre os homens, privilegiando a estrutura de poder, pois a informação é mais que a mercadoria por excelência da sociedade pós-industrial: é a sua própria razão de ser. Ela condiciona a existência da sociedade e sua coerência. A informação é um produto e um bem social, Silveira(2000, p.85)(2).”
Observando-se que as tecnologias de informação e comunicação (TICs) são ferramentas indispensáveis para a inclusão sócio-econômica, tanto quanto o domínio da escrita e da leitura será necessário um projeto amplo envolvendo o governo, a sociedade civil e empresas. As políticas de inclusão social precisam se renovar, e evoluir pensando-se que agora não se pensa apenas na escrita, e na leitura, mas também nas tecnologias. Mas para que um cidadão possa alcançar formação tecnológica básica, é necessário ter formação básica de leitura, pois para se alcançar um nível de informatização passa-se pelo domínio da leitura. Um dos debates atuais sobre a exclusão digital é o letramento, e passa-se a criticar então a distribuição desigual de poder político, econômico e social, para se alcançar a inclusão digital. Segundo o autotr Mark Warschauer : “a aquisição de letramento não é uma questão apenas de cognição, ou mesmo de cultura, mas também de poder e política”, Tecnologia e inclusão social – a exclusão digital em debate, Warschauer (2006,p.74)(3). A distribuição desigual de recursos para o sistema educacional e as formas curriculares e pedagógicas que atendem a necessidades de algum grupo social acima de outro são fatores que fortificam a exclusão digital, segundo Warschauer (4). Alguns dados de letramento feminino baixo em alguns países do mundo; a comercialização abusiva para acesso a educação; o preconceito racial; a falta de qualidade e investimento no ensino público e outras questões provam o tamanho das desigualdades.
Analiso que se os recursos para a educação passarem a ser bem usados, será fomentado um desenvolvimento social que se alcançará a inclusão digital, mas se for mal manejado e coberto de corrupção, continuará no circulo vicioso existente de exclusão e desigualdades. O desenvolvimento humano e social passa também pela inclusão digital, um mecanismo importante nas relações humanas.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS :

1 Disponível em: http://www.scielo.br/ acessado em 28/11/2009.
2 Silveira, H. F. R. “Um estudo do poder na sociedade da informação. Ciênciada Informação”, Brasília, v. 29, n. 3, p. 79-90, set./dez. 2000.
3 Warschauer , Mark, Tecnologia e inclusão social - A exclusão digital em debate,São Paulo.Editora Senac, 2006.

4 Disponível em: http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=jtrEUwJAxsYC&oi=fnd&pg=PA7&dq=artigo+cient%C3%ADfico:+inclus%C3%A3o+digital&ots=vUoyQ1B0a_&sig=gzl5eJkuUIxno76OXF6TO7KUOLE#v=onepage&q=&f=false acessado em 28/11/2009.

1°periodo/segundo semestre 2009 / Instituto Metodista Izabela Hendrix BH/ Resenha Descritiva

RESENHA DESCRITIVA SOBRE: “PRECONCEITO LINGUÍSTICO”,MARCOS BAGNO.

Segundo Narceli Piucco, Marie-Hélène Catherine Torres no Verbete publicado em 18 de agosto de 2005 , o autor Marco Araújo Bagno , mineiro de Cataguases,nasceu em 21 de agosto de 1961, iniciando como escritor em 1988, e até o momento realizou mais de 30 títulos literarios.Tornou-se tradutor por incentivo de professores em 1981 na Universidade de Brasília , lingüista ao estudar sistematicamente o francês desde a infância, e as demais línguas aprendeu de modo autodidata; é também doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) onde ingressou em 1994.
Bagno traz pensamentos de revolução no campo lingüístico brasileiro ao elaborar Preconceito Lingüístico: o que é, como se faz, pela editora Loyola. O texto traz críticas a bases teóricas da língua brasileira, desconstruindo posições denominadas de “mitos que compõem a mitologia do preconceito lingüístico no Brasil.”
O autor inicia relatando que sua base crítica está em análise de estudos filológicos e gramaticais de longa data, e o que esta tradição trouxe à realidade. Vê-se a educação nas escolas brasileiras prejudicada pelo mito de que “a língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”. O autor rebate a posição da escola, que sendo responsável pelo ensino, de forma geral, ensina a norma lingüística como se fosse à língua dos 160 milhões de brasileiros, e não vê o português de modo diversificado, como ele é. Frisa-se a diversidade do falar brasileiro, apontando diferenças sociais para se entender os diversos modos de se falar o português brasileiro. Uma quantidade considerável é marginalizada quanto a dominar uma norma culta, a educação alcança pouca gente no país. A maioria fala de forma variada e pessoal, não reconhecida como forma padrão, sendo rebaixados pela maioria dos que falam o português padrão ou que não falando-o, o toma como referência.
Bagno critica, relata e dá detalhes de como é fortalecida a discriminação social a partir da língua, rebate o conceito preconceituoso, conforme ele, de que o português bem falado se fala em Portugal e não no Brasil, mostrando que existe um consenso maior na língua escrita, mas na fala, o sistema fonético, as expressões, e a pronuncia são diferentes. Explica os vários mitos acerca do português brasileiro impregnados e fortalecidos por vários teóricos, tendo a escola como precursora maior desses vários mitos, por exemplo: o “português é muito difícil”, propões a desconstrução a partir do ensino da língua portuguesa falada no Brasil; “É preciso saber gramática para falar e escrever bem”, propõe a desconstrução do ensino “gramaticalista”, pois traz insegurança, aversão, medo; e o “domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social’, um mito que toca em questões sociais, é desconstruído a partir de exemplos comparativos entre um professor e um fazendeiro sem formação, pois o segundo não tem a norma culta em seu falar, mas tem maior ascensão que muitos professores.
Bagno encerra lembrando o leitor quanto aos preconceitos, e criticando a forma de aplicação da norma culta, por ser reservada a poucas pessoas no Brasil, por razões de cunho político, econômico, social e cultural. Denomina de atitude cínica, os que exaltam a “decadência” ou a “corrupção da norma culta” no Brasil, por não enxergarem a realidade do grande numero de analfabetos e o modo de como se ensina o português. Conclui Marcos Bagno refletindo que a uma “distancia entre norma culta real e norma culta ideal”, sendo segundo o autor, a razão de tantos mitos em volta da língua portuguesa falada no Brasil.

Biografia disponível em: http://www.dicionariodetradutores.ufsc.br/pt/MarcosAraujoBagno.htm,18/10/2009.

BAGNO,Marcos, Preconceito Lingüístico, 43°Edição, São Paulo. Editora Loyola, 1999.