domingo, 27 de novembro de 2011

Artigo "Ocupar e invadir" publicado surpreendentemente no caderno Pensar do Estado de Minas, quebrando paradigmas midíaticos.






http://racismoambiental.net.br/2011/11/ocupar-e-invadir-artigo-de-joao-paulo-cunha/#.TsvmDYJ-7bo.facebook



“Entre os gringos de Nova York e os sem casa do Brasil, há um mesmo gesto de contestação: só a representação não basta.”

Ocupação Dandara, no Céu Azul, Região da Nova Pampulha, em Belo Horizonte: modelo para o mundo.

As palavras não são isentas, trazem carga emocional e política, traduzem visões de mundo. O recente movimento Occupy Wall Street parece ter dado novo sentido à palavra ocupação. Se num país, que sempre foi modelo ideológico de liberdade, a população – principalmente os jovens – está nas ruas ocupando praças e centros simbólicos do poder econômico, há algo que precisa ser melhor entendido. Em primeiro lugar, a liberdade que serve aos propósitos econômicos não tem a mesma tradução quando se trata de manifestação política. Além disso, a ausência de padrão de convivência com as pessoas na rua mostra que a dimensão pública não é uma experiência corrente na sociedade em que privatizar é um juízo moral positivo. Por fim, a exposição pública de discordância deixa de ser pontual para ir ao coração do sistema. Não dá mais para esperar o show da próxima eleição presidencial.

O que os jovens de várias partes do mundo têm mostrado é que a ilusão do futuro ruiu. A crise nas economias ricas, com a diminuição do crescimento, parece mostrar que as bases da economia mundial não se sustentam mais. As pessoas perceberam que, mesmo que façam tudo como manda o figurino, nada está garantido. A mutipolarização do mundo impede que as dificuldades sejam hoje exportadas. Durante décadas, as regras do mercado não davam aos países periféricos condições de igualdade, o que fazia deles válvulas de escape dos distúrbios centrais. Hoje, com mercados internos fortes e alianças que passam ao largo das grandes economias, os países pobres e em desenvolvimento precisam se dar conta das próprias expectativas de crescimento e liberdade.

Outro fato que vai se tornando cada vez menos aceito é a tradução financeira da economia, como se a garantia a ser dada aos bancos e instituições insolventes fosse indispensável à saúde de todo o sistema. Bancos passaram a ser vistos como de fato são: vendedores de crédito e cobradores de juros. E, muitas vezes, incompetentes, quando não criminosos, nas duas operações: vendem o que não possuem e cobram além do razoável. Se por muito tempo as pessoas projetaram pôr o dinheiro para trabalhar a seu favor, hoje sabem que nada substitui a produção. Não é à toa que o emprego e a educação se tornaram os grandes ativos de confiabilidade no mundo líquido.

Outro mito que cai com a crise da economia é a atração magnética entre democracia e desenvolvimento. O mundo ocidental patrocinou as mais cruentas ditaduras contemporâneas para preservar sua estrutura de ganhos. Escravizou populações para preservar o suprimento de petróleo e, quando a crise extrapolou a dimensão meramente energética e se revelou na contramão de movimentos internos de liberdade, comemorou a libertação de “seus” ditadores e ainda inventou que tudo só foi possível por causa do Facebook. As democracias ocidentais estão na origem das ditaduras do Oriente Médio e Norte da África, e não no seu desenlace.

Quando os jovens americanos e europeus ocupam praças e ruas estão dando um passo à frente, mas não inovam em termos de atitude política. Ao sul do planeta, as ocupações são estratégias de sobrevivência e contestação ao modelo de concentração econômica. E não é de hoje. Por isso é interessante entender a dialética que parece opor palavras como ocupação e invasão. Atrás delas estão visões de mundo e interesses que apontam para formas também diferenciadas de se praticar a política e o protagonismo social. Entre os gringos de Nova York e os sem casa de Belo Horizonte, há um mesmo gesto de contestação: só a representação não basta. No limite, a possibilidade de conviver com a participação direta é o índice de democracia de um Estado liberal.

Sem tudo

No Brasil, o significante “invasão” se relaciona com o crime, com o desrespeito à propriedade privada, com a apropriação de bem demarcado em sua posse e sentido econômico. Os invasores tomam o que não é deles, destroem a produção, impedem a aplicação da lei e subvertem a noção de Justiça. O invasor é elemento que desestrutura aquilo que é funcional: derruba pés de laranja, quer trocar milhões de toneladas de grãos por uma feira de produtos orgânicos, estabelece padrões de produção que não atendem às necessidades externas.

A força da palavra invasão encontra, no entanto, limites na própria interpretação da lei, que defende, constitucionalmente (portanto acima de qualquer norma inferior) o valor social da propriedade. Além disso, a produção extensiva de carne e grãos no Brasil conflita não apenas com a lógica da necessidade de alimentar a população (o que a soja transgênica não faz, já que ninguém se alimenta de soja, a não ser carneiros e porcos), mas com a própria ciência contemporânea e as diretrizes da sustentabilidade.

Foi em razão disso que os movimentos sociais, preocupados com a dimensão simbólica das palavras e de sua tradução na vida social, assumiram a palavra “ocupação”, em lugar de invasão. Quem ocupa tem como fundamento de seu ato a legalidade, a moralidade, a ciência e a política, todas no sentido mais alto: legalidade constitucional, moralidade pública, ciência contemporânea e política como expressão da liberdade, inclusive com a capacidade de assumir formas novas de relacionamento e prestação de serviços (como a educação, que são prioridade nos assentamentos). Os sem terra brasileiros já fazem o movimento “ocupe” há muitos anos e, não fosse isso, a estrutura inflexível das relações no campo não teria se mexido.

Em nossa cidade, Belo Horizonte, um movimento de ocupação que merece destaque. Na região da Nova Pampulha, o Dandara reúne cerca de 4 mil pessoas, que vivem numa ocupação “rururbana”, em área desprezada há 40 anos, e que só agora vem despertando o interesse de uma construtora que reclama sua posse, depois de deixar a área abandonada e sem qualquer forma de proteção. Organizada, com vários projetos fundados na solidariedade, a comunidade aponta para o déficit habitacional da cidade, hoje em torno de 200 mil unidades (cerca de 55 mil famílias). A cidade tem 80 mil imóveis desocupados. A desapropriação do Dandara custa menos que um décimo das obras da Copa. E não deveria custar nada. O movimento vem sendo tratado com violência pelas autoridades, sendo sujeito de estratégias recorrentes de ameaça de uso da força.

Uma das originalidades da ocupação é a união dos princípios das reformas agrária e urbana na mesma área. Hoje, a reforma agrária vai além da luta pela posse da terra para reivindicar novo modelo de produção de alimentos, sustentável e ecológico, apontando para bandeiras universais. Do mesmo modo, os movimentos por moradia despertaram para a crítica da configuração urbana e de suas estratégias de especulação. Ao recorrer a um projeto coletivo, com sustentação na economia solidária e na relação orgânica com outras formas de exercício da cidadania (inclusive na cultura), a ocupação Dandara pode dar lições aos bem-intecionados jovens de Wall Street.

As famílias na ocupação Dandara sabem o que querem, mas vivem em situação de penúria. O que parece que anda faltando é ocupação das consciências dos responsáveis pela questão, como a Câmara e a prefeitura da cidade, solertes em debater a verticalização mas cegas com o que anda ao rés do chão.

*João Paulo Cunha, editor de Cultura do Jornal Estado de Minas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Evento cultural na Ocupação Dandara - BH







Ocupação Dandara, esta é uma manifestação social sem afirmação de partido político, é uma luta democratica e ideológica, uma manifestação do belohorizontinho consciente que compreende a perseguição da gestão do Prefeito Marcio Lacerda aos pobres e humildes onde visa beneficiar o poder hegemônico na PPP (Parceria Público Privada).


Eu apoio :
http://www.ocupacaodandara.blogspot.com/


Video:
a Prefeitura de Belo Horizonte na gestão de Márcio Lacerdo tentou barrar este belo evento cultural realizado na Ocupação Dandara mas a intervenção legal do Ministério Público foi eficaz. Show Graveola e o Lixo Polifônico na Ocupaçao Dandara.
http://www.youtube.com/watch?v=WsuGJHhIxBY&NR=1


Video: Graveola e o Lixo Polifônico na Ocupaçao Dandara.
http://www.youtube.com/watch?v=uUItkadNyLo&feature=player_embedded

domingo 06/11/11

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

José Paulo Netto em Belo Horizonte


Neste país o que nos sonegaram não foi apenas a nossa liberdade,
a ditadura nao apenas nos reprimiu, ela também nos deprimiu, ela nos roubou a memória histórica, as novas gerações que entram na universidade hoje praticamente nada sabem da história social brasileira, pra não falar de outras áreas, pra não falar do mundo, também boa parte das novas gerações de professores
foi educada, ou digamos deseducada no que restou daquele rebotalho(resto) cultural que a ditadura nos legou. As dimensões culturais foram absolutamente fundamentais para quem tem um projeto de emancipação humana, a cultura nao pode ser nem previlégio de classe nem apanágio(privilégio) de categoria profissional.
Nossa preocupação nao é apenas quebrar o elitismo, a tara elitista da cultura brasileira, "cultura pra quem tem dinheiro", mas também é preciso ir mais longe. Cultura nao é simplesmente o prazer intelectual, é um instrumento de compreensão do mundo, a arte meus amigos é também uma forma de conhecimento.



José Paulo Netto, mineiro, escritor e professor. Palestra realizada em BH - Seminário da expressão popular.

video na pagina do CRESS-MG parte 01
http://www.youtube.com/watch?v=8TTJ1nISbsw&feature=channel_video_title

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A alienação,a intolerância e os direitos humanos - CAMPANHA DA TRANSPARENCIA‏




Pastor Silas Malafaia é investigado pelo Ministério Público por atitude homofóbica



Por Redação em 25/03/2011 às 16h14
Pastor Silas Malafaia será investigado pelo Ministério Público por atitude homofóbica
A procuradora da República em Brasília, Ana Carolina Araújo Roman, abriu investigação para averiguar se o pastor Silas Malafaia teve atitude homofóbica em uma audiência pública na Câmara dos Deputados onde se discutiu o Estatuto das Famílias.

A audiência aconteceu em maio do ano passado e, em meio a discussão, Malafaia fez um discurso criticando a união homoafetiva, declarando que se tivesse que concordar com a união gay, fosse liberada "a zoofilia e a necrofilia".

"Vamos liberar tudo que tem na sociedade. Vamos colocar na lei tudo que se imaginar. Quem tem relação com cachorro, vamos botar na lei, porque tem gente que gosta de ter relação com cachorro. Eu vou apelar aqui, mas tem que dizer, é um comportamento, ué. Vamos aceitar?", disse o pastor na ocasião.


http://acapa.virgula.uol.com.br/politica/pastor-silas-malafaia-sera-investigado-pelo-ministerio-publico-por-atitude-homofobica/2/32/13058





CAMPANHA A FAVOR DA TRANPARENCIA em prol de menos alienação,menos intolerância e a favor da real efetivação dos direitos humanos.



Pastor Silas Malafaia é investigado pela Receita Federal
O pastor Silas Malafaia, 53, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi investigado em 2007 cinco vezes – duas pela Receita Federal e três pelo Ministério Público Federal — por suspeita de ter desviado dinheiro arrecadado com o dízimo e por ter se aproveitado da crendice popular.
Malafaia admitiu ter havido erro nas contas de sua igreja – mas não por culpa de dele, e sim, do seu contador, que, disse, deixou de recolher um tributo.
“Paguei tudo [o tributo devido] no outro dia sem contestar”, disse ele à jornalista Daniela Pinheiro, que escreveu para a revista Piauí uma longa reportagem sobre o pastor, entrevistando-o, inclusive. Não foi revelada a quantia envolvida no suposto erro do contador.
Na entrevista, Malafaia se vangloriou de conseguir doações de alto valor. Contou que em abril pediu oferta de R$ 100 mil para pagar uma promissória de R$ 1,5 milhão que ia vencer e em menos de uma semana obteve a soma. “Ralé que doa R$ 100 mil… As pessoas não têm ideia do que está acontecendo no meio evangélico”, disse.
Dublado em inglês, o programa de TV do pastor passa em uma rede evangélica internacional, atingindo cerca de 200 países via satélite. No Brasil, é transmitido pela Rede TV!, Band e CNT.
A Vitória em Cristo capta em oferta e doações de fiéis R$ 40 milhões por ano. O pastor disse que faz questão de não receber salário da igreja, nem usar verbas para despesas pessoais.
Afirmou que vive do dinheiro de sua empresa, a Editora Central Gospel, cujo catálogo tem cerca de 600 títulos, entre livros (incluindo Bíblias), CDs e DVDs. O próprio Malafaia é autor da maioria dos livros. Recentemente, a Avon comprou 400 mil exemplares para vendê-los de porta em porta, juntamente com seus produtos de beleza. Mas é o programa do pastor que garante as vendas da editora.
Não é bem verdade que Malafaia não use verbas da igreja, porque ele e sua família viajam pelo Brasil e exterior no avião que a Vitória em Cristo comprou de segunda mão nos Estados Unidos em 2010 por US$ 4 milhões (R$ 6,8 milhões). Trata-se de um jato Gulfstream III. Tem autonomia para oito horas de voo, doze lugares, sofá, cozinha, sistema individual de entretenimento. É um “favor de Deus”, conforme está escrito em inglês na fuselagem.
A Associação Vitória em Cristo, que é a administradora da igreja, e a Editora Central Gospel funcionam em um mesmo prédio de 40 mil metros quadrados em Jacarepaguá, bairro da zona norte do Rio. Os diretores de uma e outra são da família de Malafaia.
Os fiscais da Receita Federal, que estiveram no prédio em 2007, provavelmente tiveram alguma dificuldade em saber onde termina a igreja e começa empresa Central Gospel.


http://coletivojovem.wordpress.com/2011/09/18/pastor-silas-malafaia-e-investigado-pela-receita-federal/


Opinião que indico :
http://prosadecrente.blogspot.com/2011/09/silas-malafaia-agora-e-pessoal.html

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Movimentos sociais, eu apoio.



I Marcha Fora Lacerda.
Neste sábado, dia 24 de setembro, a partir das 12h na Praça da Liberdade.
Contra as Parcerias Público Privadas da educação, saúde e cultura.
Chega de abusos contra a população pobre.
Chega de vender nossos bens públicos, feiras, praças, ruas e áreas verdes.
Por uma administração municipal que governe para todos.
Leve um objeto que represente a sua indignação contra os abusos do prefeito para ser deixado na porta da Prefeitura em um ato simbólico contra a administração Lacerda. Pode ser um cobertor velho, como os dos moradores de rua levados por ele, artesanatos, roupas usadas ou então sal grosso, ervas e flores, para lavar as escadarias e trazer melhores dias pra BH.
Traga instrumentos musicais, coloque seu bloco na rua.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A criminalização do artista - Como se fabricam marginais em nosso país



Coisas tristes sobre a atual realidade de BH,(2011) isto a grande mídia nao mostra.

http://vimeo.com/27659191


Abril de 2011. A intolerância ao diferente apoiada por uma campanha de higienização social em Belo Horizonte, assume ares de politica repressiva de caráter criminal.

À administração municipal, policia militar e mídia se associam na tarefa de criminalizar o artista de rua, artesãos nômades portadores de um patrimônio cultural brasileiro que deriva da resignificação do movimento hippie das décadas de 60 e 70. Uma cultura com mais de 40 anos.

Mas quem criminaliza o estado?

Com expressões próprias na arte, na música e no estilo de vida, os artesãos são perseguidos, saqueados em seus bens pessoais e presos por desacato ao exercer a legitima desobediência civil.

Artigo 5º da Constituição Federal:
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

Mais informações: belezadamargem.wordpress.com

As agressões continuam, assistam:

Praça Sete Sitiada - Parte I - "Quem é o ladrão?"
youtube.com/​watch?v=_0D8VIaF7Ao

Praça Sete Sitiada - Parte II - "O artista subjugado"
youtube.com/​watch?v=tw2W3wr4Gm0

"Quem é da massa repassa"

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Em formação - Serviço Social, rumo ao 5° período




Matéria: Fundamentos históricos, teórico-metodólogicas do Serviço Social III
Serviço Social - 4° período/ 1°semestre 2011


Texto final


A disciplina de Fundamentos teórico metodológico do Serviço Social III trouxe inúmeras reflexões importantes sobre a prática profissional. Os textos trabalhados em sala: “O Serviço Social e o popular” Ozanira da Silva, “A construção do Projeto Ético-Político do Serviço Social” José Paulo Netto, “A formação profissional na contemporaneidade” Marilda Iamamoto, “O Serviço Social frente á crise contemporânea: demandas e perspectivas” Yolanda Guerra, “As múltiplas dimensões presentes no exercício profissional do assistente social: intervenção e o trabalho sócio-educativo” Mabel Marcarenhas Torres; foram textos trabalhados com temas do cotidiano,e com a participação dos educandos, onde cada um pode trazer a sua contribuição, não sendo os alunos receptadores passivos de informação, e cada um teve a oportunidade de construir individualmente e coletivamente conhecimento na formação acadêmica.

Foi proposto em sala de aula assuntos e debates como a manifestação de idéias diferentes dentro da profissão não permitindo que apenas a idéia hegemônica seja a pauta única, mostrando a diferença para o ecletismo que é uma forma teórica passível. A exposição de pontos de vista de forma não arbitraria ou impositiva buscando respaldo teórico em fontes confiáveis, o aprimoramento intelectual através do dialogo com as demais ciências, os debates no meio acadêmico, a análise de produções literárias referentes à profissão buscando conhecer os autores diversos de forma crítica, a importância do Movimento de ruptura; as transformações na relação Estado, economia e classe hegemônica e seu rebatimento na classe trabalhadora, a necessidade de formar uma cultura pública democrática visando o controle social, e os desafios dos assistentes sociais na atualidade.

Eu aluno tenho como desafio o aprimoramento dos temas propostos nas aulas através da leitura, releitura, e da reflexão pessoal sobre o aprendizado e a prática, sendo um estudante em formação que almeja entender, criticar, investigar e propor ações no campo teórico-metodológico, ético-político e técnico-operativo da profissão.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Uma exaltação a cultura brasileira. "Contando Histórias" - Nelson Cavaquinho.

Contando Histórias, parte 01.
http://www.youtube.com/watch?v=ZdtZzHdYdM4

Artista: Nelson Cavaquinho

29/10/1911 a 18/02/1986 (Rio de Janeiro – RJ)


A banda O fino do Samba lança no mês de Julho/2011 em seus blogs o quadro “Contando histórias” que trará de forma poética, envolvente e fascinante a vida e as realizações dos grandes artistas que influenciaram a nação e também aos artistas do Fino do Samba que se sentiram tocados pela vida de cada um desses mestres presentes em outro lugar do universo e os contemporâneos. Guto Viva vocalista e Edy Bass/violão estão incumbidos de trazer suas pesquisas, seus comentários, e o ponto de vista a respeito dos artistas que alimentaram suas almas e as de milhões de seres humanos através da arte fazendo história e influenciando a geração atual hora contestando o sistema político, econômico, e as classes, e hora exaltando ou duvidando das belezas da vida.

O grande homenageado no quadro Contando Histórias é o compositor, instrumentista (cavaquinho e violão) e também cantor Nelson Cavaquinho nascido no bairro da Tijuca (Rio de Janeiro RJ), cresceu em um ambiente musical onde seu pai e tios eram músicos, e em sua residência eram realizadas rodas de samba aos domingos; aos 08 anos de idade Nelson mudou-se com sua família para a Lapa, freqüentou a escola primária e abandonou o curso para trabalhar como eletricista. Na adolescência foi morar com a família no subúrbio de Ricardo de Albuquerque para, finalmente, se estabelecerem em uma vila operária do bairro da Gávea, onde freqüentava os bailes dos clubes Gravatá, Carioca Musical e Chuveiro de Ouro, conhecendo músicos decisivos em sua formação, como Edgar Flauta da Gávea, Heitor dos Prazeres, Mazinho do Bandolim e o violonista Juquinha. Alguns desses músicos eram empregados de uma fábrica de tecido local. Do violonista Juquinha, receberia importantes noções de como tocar cavaquinho. Nesta época, Nelson Cavaquinho cunhou a sua marca e também a maneira peculiar de tocar o instrumento apenas com dois dedos, ganhando, a partir daí, o apelido de Nelson do Cavaquinho. Aos 16 anos, sem dinheiro para comprar o instrumento e pagar um professor, treinava em cavaquinho emprestado. Por essa época, trabalhava, também, como pedreiro e compôs a sua primeira música, o choro "Queda". Apesar de tocar bem o cavaquinho, era sempre necessário pedi-lo emprestado. Ao vê-lo nessa situação, Ventura, um jardineiro português, deu-lhe de presente o instrumento.

Em 1931, conheceu Alice Neves. Meses depois, arrastado para a delegacia pelo pai da moça, casava-se com Alice, com quem teve quatro filhos. O casal foi morar no subúrbio de Brás de Pina. O pai de Alice indicou-o para servir na Cavalaria da Polícia Militar, o pai de Nelson Cavaquinho alterou a sua certidão de nascimento para 29/10/1910, um ano mais velho, para que pudesse ingressar na cavalaria. Nelson Cavaquinho e seu cavalo de nome "Vovô" patrulhavam o Morro da Mangueira, local onde fez amizade com sambistas como Zé Com Fome (Zé da Zilda) e Carlos Cachaça. Conheceu Cartola na Quadra da Mangueira, e depois de ficar muito tempo conversando com este, seu cavalo Vovô voltou sozinho para o Batalhão, o que ocasionou mais uma vez, a sua detenção. Ficar detido era comum naquela época, já que passava dias sem ir ao quartel, em decorrência da boemia. Sobre este fato narrou:
"Eu ia tantas vezes em cana que já estava até me acostumado com o xadrex. Era tranqüilo, ficava lá compondo. Entre as músicas que fiz no xadrex está 'Entre a cruz e a espada' ".
No ano de 1938, antes de ser expulso da corporação, conseguiu dar baixa e, separado da mulher e afastado dos filhos, ingressou, de vez, na boemia e dedicou-se à música, foi morar na Mangueira em 1952. Teve vários
relacionamentos até que, no início da década de 1960, conheceu Durvalina, trinta anos mais nova do que ele, com quem viveu até a sua morte, ocorrida na madrugada de 18 de fevereiro de 1986, vitimado por um enfisema pulmonar.

Em sua homenagem, ao CIEP do bairro da Chatuba (em Mesquita), foi dado seu nome, graças aos esforços dos professores Sérgio Fonseca e Alda Fonseca. Na ocasião da inauguração, houve um show de Guilherme de Brito e Velha-Guarda da Mangueira.

De bar em bar, conheceu os sambistas e se apaixonou definitivamente pela Estação Primeira, à qual dedicou os sambas “Folhas Secas” e “Pranto de Poeta”, compostos em parceria com Guilherme de Brito. Até conhecer Guilherme, na década de 50, Nelson fazia sozinho seus sambas. Mas eles chegavam ao disco com um ou dois “parceiros”, aos quais ele vendera parte dos direitos autorais. Era a forma que usava para viver, após deixar a Polícia em1938 antes que fosse expulso. É difícil saber quem realmente era parceiro de Nelson, até porque ele tinha plena consciência de que vendera porque quis quando precisava e não tinha porque reclamar depois. Seu primeiro sucesso, “Rugas”, foi dividido com Ary Monteiro e Augusto Garcez. Em outro clássico, “Degraus da Vida” (que teve uma gravação fabulosa de Elizeth Cardoso em 1970), Nelson quase some entre os “parceiros” César Brasil e Antônio Braga. Compor com Guilherme de Brito fez com que os sambas de Nelson Cavaquinho cada vez mais falassem de seus temas preferidos: mulheres, flores e morte. A parceria gerou clássicos como “A Flor e o Espinho” (assinado por Nelson, Guilherme e Alcides Caminha), que inicia com um verso digno de antologia: “Tire seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor.” A venda de parte dos direitos desagradava alguns parceiros de Nelson. Foi assim com Cartola. Eles fizeram um samba juntos, Nelson deu uma carona na música e Cartola, decidiu manter a amizade, mas encerrar a parceria.O estilo de Nelson Cavaquinho tocar foi assim comentado pelo crítico Tárik de Souza em artigo de 1973 na Folha da Manhã de Porto Alegre: “O estranho violão toca sempre contrário à linha melódica, uma espécie de execução pelo avesso que às vezes lembra harmonizações orientais.” Tárik citava ainda o respeito que os violonistas Egberto Gismonti e Turíbio Santos, de formação erudita, tinham pelo autodidata Nelson Cavaquinho, criador de um estilo que não teve seguidores. Nelson Cavaquinho gravou apenas três discos solo, incluindo o de depoimento, além de participar outros três dedicados à sua obra. Já no cinema, Nelson atuou em três filmes, em que ele sempre aparecia num bar, com o violão, bebendo e cantando: seu próprio papel na vida. Foi assim nos longas O Casal, dirigido por Daniel Filho em 1975, e Muito Prazer, de David Neves, em 1979. Mas seu grande momento foi o curta Nelson Cavaquinho, que Leon Hirszman filmou em 1970, com Nelson circulando com os amigos pela Mangueira e batendo samba, como ele dizia. Uma forma excelente de lhe dar as flores em vida, como ele pediu no samba “Quando Eu me Chamar Saudade”, mais um da parceria com Guilherme de Brito.

Sobre sua forma de levar a vida, sempre na boemia, uma passagem muito interessante foi descrita pelo parceiro Eduardo Gundin que lembra do dia em que dirigindo o carro, ligou o rádio e passou a ouvir uma entrevista do compositor para o programa "Balance", da Excelsior. "A certa altura, o apresentador perguntou a Nelson quais eram os seus planos. E ele:
'Meus planos? O Gudin vai passar aqui para me pegar e vamos beber no Bar do Alemão'". No ano de 2011 em comemoração ao centenário do compositor foram feitas várias homenagens, entre as quais a de ter sido enredo da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, que desfilou com o samba-enredo "O filho fiel, sempre Mangueira", de Alemão do Cavaco, Cesinho Maluco, Xavier, Ailton Nunes, Rifai e Pê Baianinho, tendo como intérpretes Luizito, Zé Paulo Sierra e Ciganerey, classificando a escola em terceiro lugar na disputa do carnaval carioca deste ano. Neste mesmo ano o compositor foi homenageado pelo Instituto Cultural Cravo Albin com a exposição fotográfica "Vozes de Nelson Cavaquinho", do fotógrafo Ricardo Poock, com curadoria do poeta Jorge Salomão.

Após inúmeros shows, composições e exaltações ao samba, faleceu em 1986 poucos dias depois de ver sua escola de samba do coração, a Mangueira, vencer o carnaval. Nelson Cavaquinho foi uma grande personalidade e existem inúmeras obras literárias sobre sua vida e obra.

Foi em torno ou mais de 150 composições de Nelson Cavaquinho, e muitas vendidas (alguns de seus amigos chamaram de mal hábito) e também composições em parcerias, dentre tantas o principal parceiro foi Guilherme de Brito, outro bamba a quem dedicaremos maior atenção no quadro do Fino do Samba “Contando Histórias” por Guto Viva voz e Edy Bass/violão. Nossos agradecimentos a este grande mestre da MPB Nelson Cavaquinho que tem influenciado em especial os jovens músicos mineiros belohorizontinos do Fino do Samba.

Os sambas “Folhas Secas” e “Pranto de Poeta”, compostos por Nelson Cavaquinho em parceria com Guilherme de Brito são exaltados nas apresentações do Fino do Samba e Guto Vivá, não ficando sem menor admiração os sambas “A flor e o espinho”, “Juízo Final”, “Degraus da vida”, “Rugas”, “Quando Eu me Chamar Saudade”, “Palhaço” e muitos outros.

Discografia de Nelson Cavaquinho
• (2011) Nelson Cavaquinho - Cem Anos - Degraus da Vida • (vários) EMI Music • CD
• (2001) Nome sagrado - Beth Carvalho canta Nelson Cavaquinho • Jam Music • CD
• (2000) Mangueira - samba de Terreiro e outros sambas • Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro • CD
• (1996) Quando eu me chamar saudade • EMI/Odeon • CD
• (1996) Nelson Cavaquinho • RCA Victor • CD
• (1985) As flores em vida • Gravadora Eldorado • LP
• (1977) Cartola - verde que te quero rosa • RCA Victor • LP
• (1977) Quatro grandes do samba • RCA Victor • LP
• (1974) Roda de samba nº 2 • CID • LP
• (1974) Nelson Cavaquinho. Depoimento do poeta • Relançamento pela Continental • LP
• (1974) Nelson Cavaquinho • Odeon • LP
• (1973) Nelson Cavaquinho • Odeon • LP
• (1972) Série documento • RCA Victor • LP
• (1970) Nelson Cavaquinho - depoimento do poeta • Selo Castelinho • LP
• (1968) Fala Mangueira • (c/ Cartola, Clementina de Jesus e Carlos Cachaça) • LP
• (1966) Thelma Costa • CBS • LP


Disponível em:

http://www.dicionariompb.com.br/nelson-cavaquinho/biografia

http://www.dicionariompb.com.br/nelson-cavaquinho/critica

http://filhodejorge.blogspot.com/2007/09/nelson-cavaquinho.html

acessado em 07/07/11.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Cultura, uma fome de todos.












Arte para todos (Almoço com arte) – Guto Vivá no Restaurante Popular de BH

Mais uma vez percebi o quanto as pessoas são carentes de cultura. Na ultima sexta dia 01 de julho estive mais uma vez me apresentando no projeto “Almoço com arte”, uma parceria do Sesc com a Prefeitura de BH para levar arte às pessoas que almoçam no restaurante Popular de BH.

Bom, de moradores de rua à empresários, muitos foram os que ouviram o show, e o mais bacana é perceber os olhares daqueles que almoçando, se perdem em lembranças ao escutarem trechos de “O bebado e a equilibrista”, “Um sorriso negro”, entre outras canções presentes na memória de um país.

Ao término da apresentação recebi um comentário de um senhor, que bastante simples, com muita timidez disse:

“Hoje saí de casa apenas com o dinheiro do almoço, saí sem esperança, sem alegria, e depois que ouvir seu show, sua musica, volto para casa ainda sem dinheiro mas com algo que tinha perdido… a alegria de viver e a esperança”.

Bom, para um musico, pelo menos para eu e o meu violonista Edy bass, esse foi o maior presente que recebi durante minha carreira musical. Não digo isso para ser bonzinho ou politicamente correto, mas para lembrar que a musica, a boa musica brasileira tem esse poder. O poder de levar emoção aos corações sem esperança desse povo sofrido, desse povo simples e carente.

Deixo aqui meu apelo… Vamos prefeitos… nem só de comida vivem os simples… vamos alimentá-los com cultura…este alimento é para o espírito.

Guto Vivá
http://sinhasambou.wordpress.com/2011/07/02/arte-para-todos-guto-viva-no-restaurante-popular-de-bh/

sábado, 2 de julho de 2011

Imposto pode matar.




Um grande dilema cerca o poder público, em foco Economia, Previdência e Fazenda. O dilema é se deve deixar ou não de arrecadar-se impostos das entidades do terceiro setor. A lei deixa insento de impostos as entidades filantrópicas, mas por falta de conhecimento, por pensamentos fundamentalistas, conservadores, por coerção política, por pensamentos econômicos reducionistas, agentes do Estado acabam impedindo a existência de entidades filantrópicas determinando ações dificultadoras de renovação de insenções modificando procedimentos burocráticos e intensificando a fiscalização.
Tudo se resume em um jogo de interesses políticos em que o Estado e o segundo setor realizam uma grande mistura em volta de interesses capitalistas produtivos, gerando uma contradição onde se beneficiam várias empresas do setor privado capitalista e dificulta-se a existência do setor que se organiza junto a sociedade, sendo o mais descapitalizado.

Texto desenvolvido em sala de aula : 26/11/10 - Edy
Terceiro setor e sociedade civil no Brasil
Serviço Social - 3° período.
Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix - Belo Horizonte.

domingo, 26 de junho de 2011

Vale a pena pesquisar as obras de Gramsci



Antonio Gramsci é o fundador do Partido Comunista da Itália. A história das suas lutas, do seu martírio no cárcere e das vitórias póstumas do seu espírito é leitura edificante para os adeptos do credo político que foi o seu. Mas suas atividades de altiva independência em parte só agora reveladas, também o tornam caro a todos os que apreciam a heresia, the right to dissent, em suma: a liberdade. A recordação de Gramsci deve ser igualmente cara a todos os que reivindicam a verdadeira democracia, contra as hipocrisias do elitismo. Sua obra de grande intelectual — um dos maiores do século XX — inspira respeito até aos adversários do seu credo: inspirou respeito também ao intransigente Benedetto Croce que “só com reverência e com afeto” se permitiu falar desse morto, desse símbolo vivo de uma resistência inquebrantável nos cárceres mais escuros da tirania. Antonio Gramsci foi um mártir e quase um santo. Sua história é um exemplum vitae humanae.

Leia a matéria na integra acessando: http://www.acessa.com/gramsci/?id=125&page=visualizar
Fonte: Revista Civilização Brasileira, 7, maio 1966

terça-feira, 3 de maio de 2011

Bairro Minas Caixa – Belo Horizonte MG









Matéria : Meio Ambiente e Consciência planetária


Terça feira 03/05/11


Levantamentos e história do Bairro Minas Caixa – Belo Horizonte.

Conforme moradores antigos da região, em torno de 25 a 35 anos atrás, havia pouca moradia, o local era em sua maior parte coberto por matos, áreas verdes com bananais, pés de manga, plantações de milho e amendoim, e longos campos de terra, não havendo iluminação pública na maior parte do bairro e pequena regularização da rede de esgoto. O quadro foi totalmente alterado no decorrer dos anos conforme percebemos nas informações seguintes.

Atualmente o bairro possui pouca área verde, tomado por várias residências, um Centro de Saúde Municipal, três escolas, comércios como mercearias,padarias e lojas em geral, e vem sendo atendido pelo serviço de transporte público através das linhas 2207, 5517(Via bairro Serra Verde), e os circulares 637, 609 e o amarelinho 65. As linhas dão acesso ao centro de Belo Horizonte por duas das principais avenidas da cidade, a Av Cristiano Machado e a Av Antonio Carlos; e acesso a bairros vizinhos dentro da região de Venda Nova e ao Metrô Estação Vilarinho. Nos últimos cinco anos o bairro vem ganhando destaque e obtendo melhorias em suas vias porque o mesmo se localiza bem próximo ao novo Centro Administrativo de Minas Gerais sendo um dos acessos ao novo empreendimento do Governo Estadual.

Existem qualidade nos serviços de fornecimento de água, a rede de esgotos com a exceção de algumas vias que possuem problemas de vazamento em que persistem os problemas por muito tempo ainda que os moradores do local tenham acionado os órgãos competentes e possui atualmente um pequeno trecho de córrego a céu aberto, o restante é coberto, fato que vem melhorando de 10 anos para cá. A vinte anos atrás, o esgoto a céu aberto corria grande parte do bairro junto a casas, afetando a qualidade de vida dos moradores; sobre o recolhimento de lixo, a maior parte dos moradores ainda não pagam pelo serviço de Coleta por não ser cobrado IPTU da população que possui imóveis no valor venal abaixo de 40.000 conforme os parâmetros da Lei em que áreas sociais em desenvolvimento são insentas de pagar IPTU; existe qualidade na varrição de ruas; a saúde tem o ponto positivo de se possuir um Centro de Saúde e o negativo é a super lotação constatada no todo do SUS, pela falta de profissionais nas cinco equipes do Centro de Saúde Minas Caixa existem constantes re-agendamentos dos usuários do serviço básico gerando dificuldade de acesso, e retorno para casa sem atendimento mesmo quando há a necessidade de avaliação de quadro agudo; o transporte tem qualidade, mas tem a exceção da linha 637 que é nova e da acesso ao metrô, mas dificulta o acesso dos usuários com um trajeto longo e cansativo, fazendo muitas voltas, enfrentando o transito congestionado da av Padre Pedro Pinto em Venda Nova, tendo o morador do bairro que esperar dentro do ônibus uma média de 20 a 30 minutos do embarque no bairro até o desembarque no Metro, o problema desta linha teve uma amenização quando no horário de pico da manha, foi reduzido parte do trajeto na parte que o ônibus da acesso as principais avenidas de Venda Nova, a Av. Vilarinho e a Av. Padre Pedro Pinto, reduzindo a média de tempo do usuário dentro do onibus, mas o problema da linha ainda persiste tendo um quadro de horário de partida demorado, tendo os usuários que enfrentar uma longa fila na volta para casa nos horários de pico dentro da Estação de Metro Vilarinho; o comércio é diversificado; na Educação Contém três Escolas, uma é a Escola Municipal Dora Tomich Laender, uma é a Estadual Coronel Manoel Soares do Couto e a o Colégio Tiradentes da Policia Militar que permitem o acesso dos moradores mas enfrentam os problemas diagnosticados na rede publica, que é a falta de um melhor investimento na qualidade do ensino e professores sobrecarregados devido a questões sociais históricas dos educandos; a cultura do local é diversificada, e na parte religiosa conta com diversas igrejas evangélicas, um templo da Igreja Católica, e um Terreiro de origem Afro, e na parte de cursos, ensino e lazer, conta com a estrutura da quadra do Minas Caixa pertencente a ex vereadora Conceição Pinheiro que é uma das candidatas mais populares da região de Venda Nova, e conta com a Comunidade Kolping, um órgão da igreja católica que realiza trabalhos culturais com a população, como treinamento para empregos, preparação para entrevistas, cursos de informática, teatro e música. Atualmente o bairro possui tres praças, e contém duas quadras para futebol e lazer abertas ao publico, na maioria das vezes utilizadas por crianças e adolescentes, a 15 anos atrás existia um campo de futebol muito utilizado pelos moradores para lazer, onde se realizava campeonatos de futebol pelos moradores na faixa etária de 20 a 40 anos, e crianças e adolescentes jogavam quase todos os dias as famosas “peladas”, e que agora pertence ao colégio Tiradentes que estendeu seu espaço físico e área de lazer, na ocasião foi muito contestado a tomada do campo de futebol, mas “o lado mais forte venceu” “e a corda rebentou para o lado mais fraco” como percebem os moradores afetados; sobre a Segurança da região, existem conflitos devido a questões sociais como ocorrem em várias áreas de vulnerabilidade social em Belo Horizonte, tendo o bairro Minas Caixa em seu conjunto a favela do Borel que abriga uma parte considerável de moradores do bairro, e várias residências que formam uma espécie de vila, áreas onde são e foram feitos um policiamento mais repressivo que preventivo.


Imagens ilustrativas retiradas através de pesquisa no google.com.br

terça-feira, 12 de abril de 2011

Atividade, "Arte ambiental". Meio ambiente e consciência planetária.


























































































































































































































Referências :
Disponível em :
http://taborita.blogspot.com/2009/09/wwf-brasil-tsunami-vs-11-de-setembro.html
acessado em 12/04/2011.

Disponível em :
http://www.espacoamazonico.com.br/artigos/a_devastacao_da_amazonia.htm
acessado em 12/04/2011.

Disponível em :
http://amazoniaparatodos.wordpress.com/2009/11/17/grilagem-muda-geografia-da-devastacao-na-amazonia/
acessado em 12/04/2011.

Disponível em :
http://maryvillano.blogspot.com/2009/03/devastacao-na-amazonia-equivale-metade.html
acessado em 12/04/2011.

Disponível em :
http://www.google.com.br/images?hl=pt-BR&source=hp&biw=1229&bih=504&q=devasta%C3%A7%C3%A3o+da+natureza&gbv=2&aq=f&aqi=g1&aql=&oq=
acessado em 12/04/2011.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Aula - Serviço Social , Matéria: "Meio âmbiente e consciência planetária"





MODELOS ECONÔMICOS E CRISE AMBIENTAL
Adilson Schultz





A catástrofe ambiental que assolou o Estado do Rio de Janeiro no início de 2010 e que matou dezenas de pessoas revela a face mais trágica do modelo econômico e social hegemônico no Brasil e no mundo: a maioria das pessoas que morrem é composta de pobres e miseráveis que vivem em locais perigosos. Estima-se em 10 mil residências, cerca de 50 mil pessoas, o contingente de quem está em constante ameaça de vida por causa de chuvas fortes no Rio de Janeiro. Parece Idade Média, com a população submetida às forças da natureza.
Episódios como esse do Rio de Janeiro tem se repetido ao redor do mundo, mostrando que nem só de geleiras derretendo, florestas queimando ou temperaturas em elevação vive a crise ambiental denunciada pelos ecologistas, ONGs e governos. Tragédias como a do Rio de Janeiro mostram a face econômico-social da crise, exigindo uma mudança de rumo no modelo econômico mundial. Raramente os 20% da população que detém 80% da riqueza mundial são afetados por essas catástrofes. De repente, a crise ambiental vira coisa de pobre!
Mudar o modelo econômico não é fácil, porque pressupõe atacar a base do sistema capitalista, sua alma, qual seja, a produção do desejo pelos bens de consumo – a produção da mercadoria. Aí está o tendão de Aquiles da crise econômico ambiental – e aí diz respeito a todos/as nós, porque todos nós somos atacados pelo desejo de consumo veiculado na subjetividade capitalística. Somos todos escravizados pelo credo neoliberal economicista da livre competição – em detrimento da cooperação solidário, o credo da primazia do indivíduo – em detrimento do interesse público e comum, o credo da força do tempo presente – em detrimento da preocupação com o futuro.
É esse modelo de produção de desejo que domina as relações sociais de trabalho, sustentadas pelo lucro e pela exploração da força de trabalho. Domina também muito do que fazemos e somos, desde o que vestimos até a carreira que escolhemos. Desejar ficar rico é o negócio do modelo econômico capitalista. Mesmo que as evidências mostrem o contrário, muitos de nós vivemos a vida inteira com a ilusão do desejo capitalista da riqueza... A força do desejo é tão intensa, que muitas pessoas acreditam até que o modelo baseado na livre competição entre indivíduos e grupos é a solução de todos os problemas do mundo. O lucro privado e os ganhos individuais acabam sobrepondo-se a valores e interesses humanos e sociais relevantes como justiça, ética, igualdade.
Mudar o modelo econômico pressupõe renúncias necessárias. São as nossas renúncias ao desejo do consumo que abrirão as perspectivas de futuro para as novas gerações. Os números propalados pela crise ambiental e as situações cada vez mais comuns de catástrofes ambientais associadas à exclusão social não deixam alternativa a não ser mudar o estilo de vida e controlar a voracidade consumista que invade a muitos de nós. Em favor da coletividade e da sustentabilidade do planeta, teremos todos que, necessariamente, renunciar a certos prazeres e comodidades.
Difícil tarefa essa da renúncia, sobretudo se levarmos em conta que estamos envolvidos por uma estrutura econômica que vive de produzir mais e mais desejos em nós. Como renunciar se a ordem é consumir-e-consumir-e-consumir? Renúncia vira aí uma palavra estraga-prazer para quem finalmente se vê incluído no mercado de bens e consegue comprar, por exemplo, aquele celular mais moderno. Difícil tarefa essa de equilibrar a força do desejo e a necessidade da renúncia... Difícil deixar de pensar só em nós e pensar no planeta. Renunciar aí vira dom, e passamos a admirar pessoas que resistem e conseguem viver na simplicidade e na gentileza.
Colocado em ordem planetária, o drama da renúncia seria assim: como convencer os chineses, diante de seu espetacular crescimento econômico, que eles jamais poderão consumir na mesma escala que os norte-americanos? Colocado em ordem local, seria assim: Como convencer os moradores de favelas e aglomerados que eles jamais poderão produzir tanto lixo como o povo do asfalto nas nossas cidades? Porque simplesmente não poderão, pois o planeta não suportará.
Curiosamente, no entanto, o drama ambiental poderá produzir uma mudança substancial no estilo de vida e reorientar o modelo econômico vigente. É a ecologia formatando a política, a economia e as idéias! Parece que esse aspecto outrora relegado ao ambiente familiar, religioso e político é que finalmente salvará a todos. Entra em crise a preocupação extremada com o presente e o bem-estar pessoal “aqui e agora” e vem à baila a preocupação com o futuro e o bem-estar social:
Eu desejo o bem-estar para mim e para minha família, mas renuncio ao acúmulo de bens de dinheiro.
Eu desejo o progresso da sociedade, mas renuncio ao consumo de bens que poluem demais e destroem o meio ambiente.
As alternativas ao modelo capitalista de desenvolvimento falam em termos estranhos como “Economia Solidária” e “Crescimento com Sustentabilidade”, e até questionam: “Progresso? Será mesmo necessário? É isso que você verá nos dois textos indicados abaixo, que dão continuidade a essa aula:
1. Em uma página, o pensador-filósofo-teólogo Leonardo Boff mostra como o “Princípio do ganha-ganha” destrói as relações sociais e ambientais no mundo. Consulte e baixe o texto em http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=46653 .
2. Em duas páginas o pensador-economista Marcus Eduardo de Oliveira propõe trocar a insanidade econômica pela economia solidária. Será mesmo possível? Confira sua argumentação em http://www.adital.com.br/hotsite_economia/noticia.asp?lang=PT&cod=44771

terça-feira, 29 de março de 2011

Ei, telespectador/a, “Dona Diva” não é assistente social! CFESS divulga nota repudiando a maneira como a Rede Globo retratou a profissão


A personagem Norma (esquerda) é apresentada à assistente social "Dona Diva" (direita). (Foto: reprodução Rede Globo)

Vez ou outra, ao assistir televisão, você deve se deparar com reportagens, programas e outras opções de entretenimento que abordem, de alguma maneira, espaços de trabalho e intervenção do/a assistente social. O Serviço Social, que há décadas era pouco abordado pela mídia em geral, passou a ter destaque nos últimos anos.

E na semana o/a assistente social foi destaque mais uma vez na “telinha”, mas de forma negativa. A novela Insensato Coração, de autoria de Gilberto Braga, transmitida em horário nobre pela Rede Globo de Televisão, apresentou ao Brasil na terça-feira (15/3) a personagem “Dona Diva”, assistente social do Sistema Prisional. Não é a primeira vez que um/a assistente social é representado/a em uma novela da Globo. E, novamente, a emissora “caprichou” na caracterização deturpada do trabalho do/a assistente social, transformando a profissional numa agente repressora, coercitiva, ameaçadora e punitiva do Estado.

Por esse motivo, o CFESS divulgou na última sexta-feira, 18 de março de 2011, uma nota criticando a maneira equivocada como a profissão de assistente social foi retratada na novela. “Temos o entendimento de que a obra é fictícia. Entretanto, levando em consideração o poder de influência e de construção de estereótipos que a novela pode ter em relação à sociedade, é dever do CFESS esclarecer que o papel do/a assistente social na obra foi distorcido da realidade do/a profissional de Serviço Social”, diz trecho do documento, que traz também esclarecimentos sobre a atuação do/a profissional com base no Código de Ética do/a Assistente Social e na Lei de Regulamentação (8662/1993).

Leia a nota pública

Veja a polêmica cena da novela Insensato Coração

Veja o Código de Ética do/a Assistente Social e as atribuições privativas do/a profissional do Serviço Social

Cena causa indignação
O CFESS recebeu diversos e-mails de assistentes sociais e estudantes de Serviço Social repudiando a cena exibida.

Em entrevista por telefone, a conselheira do CRESS-RJ e assistente social do sistema prisional do Rio de Janeiro, Newvone Ferreira da Costa, ressaltou sua indignação ao tomar conhecimento do conteúdo veiculado pela Rede Globo. “Retrataram a profissão no âmbito prisional de forma policialesca. Não trabalhamos daquela forma. Não somos inspetoras penitenciárias, nem chefes de segurança de presídio, como a novela apresentou”, criticou Newvone. A assistente social fez questão de destacar algumas atividades do/a profissional de Serviço Social no campo em questão. “O/a assistente social que trabalha no Sistema Prisional, obrigatoriamente, precisa ter noções de direito penal, e isso inclui conhecimento da Lei de Execução Penal. E, conforme nosso Código de Ética, atuamos na perspectiva da defesa de equidade, justiça social e dos direitos humanos. Nós somos a ponte do/a detento/a para o acesso a direitos, para o acesso à cidadania”, destacou.

A conselheira do CRESS-RJ ressaltou ainda outras atividades do/a assistente social no Sistema Prisional, como o atendimento àquela/a preso/a e o trabalho de desestigmatização do/a mesmo/a após o cumprimento da pena e o atendimento às famílias das pessoas em privação de liberdade. “Tudo isso com base no respeito, na ética, na transparência”, finalizou.